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FOGO CRUZADO

O referendo sobre o desarmamento deveria dar lugar para decidir se é da natureza humana matar o seu próximo. Se precisa atirar para abrir caminho e seguir sobrevivendo. Na legítima defesa de sua propriedade, aí incluídos bens e família. Para continuar a gozar do direito de possuir um revólver e entrar para um clube de tiro ou se valer de seguranças ou vigias armados, diante do fracasso do desarmamento para conter a violência.
Por outro lado, atire a primeira pedra quem não se envolveu até hoje em discussões de trânsito, conflitos domésticos, brigas de vizinho, em decibéis de pagodes. Quem já não acordou com filhos chegando da boate com a cara amassada? Com o safado que cisma de dar um brilho no carro com os alto-falantes a todo volume embaixo de sua janela? A querer compartilhar seu gosto lamentável. Quando não estaciona na entrada de sua garagem para dar um pulinho na loja do lado ou mexe com sua namorada enquanto você se alivia no banheiro. Passa a sua frente na fila do passaporte para ingressar no país. Quando não entopem-no de mensagens de telemarketing ao telefone e propaganda no computador. Dá vontade de dar um tiro na cara dessa gente, né mesmo?
Por outro lado, é passar recibo apelar para as armas e enfrentar esses selvagens com que somos obrigados a conviver. Recibo de pirata, viking, gladiador, senhor feudal, cruzado, caçador das estepes, alexandrino, faraó, caesar, saddam, osama, bush, do tempo de fazer revolução para o sertão virar mar e pobre buscar o que é seu no rico.
Por outro lado, os assaltantes não tomarão conhecimento do referendo, pois o que importa é o caixa 1, a distribuição de renda mais eficaz e rápida que tucano e petista nenhum até hoje fizeram frente. A fronteira paraguaia garante a granada e a febre aftosa. As drogas afiançam os meios para alcançar os fins que fazem os mais ricos votarem não com medo de que o sim escale o muro de sua casa.
Por outro lado, a população carente sente a violência na carne ao fugir da bala com destino certo. A arma na mão é o divisor de águas entre o marginal e o trabalhador, na guerra há que saber viver.
Seja qual for o lado, as mulheres, mais uma vez, decidirão. Se por um mundo armado que protege seus filhos ou por um desarmamento que algum dia subtraia o poder de fogo dos bandidos.

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