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“GETÚLIO”

Getúlio

Getúlio

Mais conhecido como documentarista (“Janela da alma”, “Pro dia nascer feliz” e “Lixo extraordinário”), João Jardim conseguiu uma realização excepcional em sua estreia num filme sobre a história do Brasil, passo a passo nos 19 últimos dias de vida de Getúlio Vargas. De uma fidedignidade e isenção a toda prova, trazendo à tona todos os fatos que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas. Um tiro que, se não matou o golpista do Carlos Lacerda do coração (como viria a morrer em 1977), por não esperar esse gesto de Getúlio, o obrigou a fugir para os EUA (fuga essa não veiculada ou oculta pela mídia para resguardar a fama do Corvo). 19 dias que só não evidenciaram o golpe que os militares estavam tramando porque Getúlio se suicidou, frustrando-os e adiando o seu sonho por 10 anos. A despeito de João Jardim honestamente mostrar a corrupção nas entranhas do Palácio do Catete, foi um golpe de mestre de Getúlio Vargas, se o suicídio não tivesse outras implicações que extrapolam o jogar com a morte para atingir adversários em vida. Todavia, Getúlio entrou para a História, enquanto militar golpista ficou posteriormente associado a torturas, extermínio e esconder corpos de vítimas de sua sanha. Quanto a Lacerda, basta lembrar que nem a ditadura confiou que ele pensasse no Brasil, cassando-o. A UDN acabou com alguns focos ainda existentes, aqui e ali. Cassados e presos políticos voltaram para ocupar o poder. E ninguém acredita em arrependimento tardio e fajuto da mídia por ter apoiado e sustentado um regime em que prevalece a censura, se vale-se da liberdade de expressão para vender seu peixe.

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Antonio Carlos Gaio
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