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O DISCURSO DOS TUCANOS DE CONTER O GASTO PÚBLICO EMBUTE O FIM DOS PROGRAMAS SOCIAIS

Os tucanos adoram se vangloriar como campeões da ética. Quando foram os primeiros a votar pelo fim do fator previdenciário, introduzido pelo governo FHC, bem como as demais proposições da pauta bomba de Eduardo Cunha, só para estourar o orçamento do governo Dilma e torná-lo ingovernável, forçando-a a renunciar e sair de cena. Como estratégia de guerra por não terem somado votos para, no poder, vender a Petrobras, muito adequado ao perfil da falta de compromisso com a responsabilidade fiscal de que se orgulham tanto como autores. Mas como acreditam que irão derrubar Dilma através do impeachment, talvez seja conveniente interromper esse voo suicida para não comprometer as finanças do futuro governo Aécio. Mesmo porque o PSDB é contra aumentar a carga tributária para não prejudicar a elite que sonega impostos, ainda que ela se valha de paraísos fiscais – embora o governo FHC tenha criado a CPMF. Os tucanos preferem o discurso de conter os gastos públicos, a despeito de terem votado com a esquerda e com o sindicalismo no primeiro semestre de 2015 só para asfixiar o governo Dilma e acusá-la de estelionato eleitoral. Quando se sabe que, roubado o poder à base de cuteladas golpistas, diminuiriam o tamanho do Estado promotor de correções das desigualdades sociais, sob a alegação de que comanda uma máquina corrupta, e congelariam os programas sociais para esvaziar a ascensão da chamada classe média de Lula.

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Antonio Carlos Gaio
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