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O ESQUEMA RIDÍCULO DO GOLPE DE BOLSONARO

O golpe já estava delineado por Bolsonaro desde 2021 com um pacote de bondades para o eleitor até o fim do ano eleitoral (2022), o que não é permitido pela legislação eleitoral por sugerir compra de voto em troca de um fortificado auxílio emergencial, que substituiu o Bolsa Família e afrouxou seus critérios para arregimentar mais eleitores aliciados – Bolsa a que Bolsonaro já chamou de voto de cabresto. Além de propinas oficializadas para caminhoneiros e taxistas, bujão de gás baratinho, ultrapassando o teto de gastos, regra fiscal que limita as despesas do governo. Justificado por um estado de emergência em função da Covid, que já prenunciava ingressar numa fase mais branda, quando Bolsonaro nunca se cansou de desmoralizar o vírus e a pandemia. Como Bolsonaro não ganhou as eleições na base da empulhação, evidenciou seu ódio pela democracia partindo para um golpe de Estado a fim de mantê-lo no poder, cercado, dentre outros, de seu assecla Anderson Torres, seu ministro da Justiça e polícia federal, o ajudante de ordens Coronel Cid, seu criado para toda obra, e o ex-major Ailton Barros, o outro negão de Bolsonaro (além do chamado Hélio Bolsonaro, deputado federal), expulso do Exército, mas com salário mantido em nome de sua mulher, que recebe como pensão de viúva. A estratégia seria de Bolsonaro nunca aparecer, sempre usando sua quadrilha em ação para conspirar, pouco se importando com quem viesse a se comprometer e depois fosse preso. Tanto que viajou para Miami às vésperas de passar a faixa para Lula de modo a não estar presente ao ridículo golpe de 8 de janeiro de 2023, e posteriormente voltar nos braços do povo. Como se o criminoso, ausente do local do crime, não pudesse ser o mandante, julgando-nos incapazes de raciocinar, a exemplo de sua massa de manobra. A ideia inédita seria pressionar o General Freire Gomes, o comandante do Exército do governo Bolsonaro, “para que ele fizesse o que ele tem que fazer”, segundo a mente privilegiada do ex-major, que não se importa de ser bucha de canhão – foi preso ao lado de Cidinho. Ou seja, ele incentivava o general a pôr as tropas nas ruas e assumir a responsabilidade do golpe em nome do Exército. Duas figuras das Forças Armadas, expulsas da corporação, que insuflam a indisciplina e a subversão dos valores democráticos, a fazer de gato e sapato o Exército de Caxias, na pretensão de manipulá-lo a seu bel prazer. Que vergonha e humilhação para a carreira militar ver esse tipo de gente na cadeia! Falta Bolsonaro.

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Antonio Carlos Gaio
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