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UM DIPLOMATA À IMAGEM E SEMELHANÇA DE BOLSONARO

Política externa, só sem viés ideológico de esquerda. De direita, isso pode, mas chamando-a de centro. Acusam os petistas de terem partidarizado a política externa, mas alinhar-se aos EUA de Trump é completamente normal, por ele ser o condutor da ordem ocidental cristã contra uma economia globalizada maoísta-capitalista centrada na China – justamente o nosso maior parceiro comercial. É quem vai recuperar a alma do Ocidente, pois Trump não é imperialista, defendendo o respeito mútuo entre nações soberanas e independentes. Quando até nos governos militares o Brasil se distanciou desse alinhamento e depois adotou uma política externa independente, tendo até sido contrário ao rompimento com Cuba, no auge de sua revolução com Fidel Castro. Concepções do novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ou do próprio Bolsonaro? Pouco importa, se origina-se do mesmo lixo. Diplomata de pouca experiência, que apelida o PT de Partido Terrorista ou Totalitário ou Tirania, tal como o presidente eleito, igualmente sem o menor preparo. Imagina-se que um diplomata seja um cidadão preparado, sabendo o que faz do tanto que estuda política e economia, profundo conhecedor da história do mundo, poliglota, quando não cultíssimo. Mas não é o caso de Ernesto Araújo, que sempre sonhou com uma grande chance para vender sua alma à coisa ruim e demônio numa pessoa só. Tanto que Ernesto só poderia ser sabatinado pelos filhos do Bolsonaro, o senador Flávio, e o ideólogo de WhatsApp, o vereador Carlos, para se candidatar ao posto de chanceler. Bem à sua altura e da platitude do eleitorado brasileiro que votou no Bolsonaro, que nada mais deseja do que armar a população e, de igual modo, blindá-lo contra esses mesmos disparos que incentivou. A começar pelos disparos do WhatsApp em campanha. De tanto aviltada e humilhada por Bolsonaro, que frequentemente acusa Cuba de explorar os médicos cubanos no Brasil, associando a trabalho escravo, a pátria de Fidel Castro resolve reagir e também disparar, mandando seus médicos de volta para casa. O ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro irá enfrentar com diplomacia esses problemas ou acompanhar a toada de seu patrão?

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