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VIVENDO E APRENDENDO COM AS PERDAS

Buscar a realização de seu sonho, trabalhando de sol a sol, é importante e o torna mais forte, dando fundamento à sua existência ao ensiná-lo muito – a escola da vida. Contanto que tenha a humildade de reconhecer que nem sempre poderá alcançar exatamente o que deseja. Ao que se lançou ou ambicionou, por maior esforço que tenha dispendido. Já que a realidade é deveras complexa e as necessidades de todos precisam ser supridas.
Mas o que fazer se a nossa cultura é a da superação? Ouvimos isso dos pais, dos educadores, dos formadores de opinião. Havemos que perseguir essa meta, caso contrário, teremos que decretar a falência moral, senão seremos sentenciados pela turba ignara.
Acontece que paira sobre nós uma ordem cósmica que a tudo preside e, por isso, muitas vezes não conseguimos alcançar as metas que traçamos, pois cada passo dado ou intervenção segura no seu destino sempre afetará a vida de outrem. Sobrevindo a frustração e a sensação de injustiça, pois não atinamos que somos partes de um Todo e jamais poderíamos pensar apenas em nossos objetivos pessoais, já que todos os seres humanos têm os mesmos direitos.
Que tal, no acumular flagrantes fracassos, começar a pensar em aceitar a vida da forma que ela se apresenta? Pode até parecer que estamos fugindo da raia, que nossa atitude denuncia desistência, a pura acomodação. Mas a aceitação de uma realidade a qual não nos cabe abalar suas estruturas é uma prova de grande sabedoria. Isso não tem como ser ensinado, só se aprende vivendo. Não temendo aparentes derrotas, quando lutamos e exigimos levar de vencida nossos contrários.
Vivemos numa sociedade que não se detém para pensar, pressionada pelos descontroles a que estamos sujeitos, num constante estado de tensão. Não conseguimos relaxar, como se pudéssemos assumir o controle da Vida e de nossos problemas.
Somos incapazes de nos impregnar de um espírito de humildade suficiente para descobrir naquilo que se perde o quanto se pode também ganhar. Arrogância e prepotência, filhos legítimos de uma vaidade que se julga soberana e que faz de nosso ego o centro do Universo, o que ele nunca será. Precisamos exercitar constantemente a aceitação do aparente fracasso, uma sabedoria que permite abrir novas oportunidades e arejar a própria vida.

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