“O Mágico de Oz”. Filme americano infanto-juvenil de grande sucesso, lançado em 1939, que entrou para a história do cinema como o paradigma da ilusão, a desmistificação do poder investido em figuras representativas de autoridades que não possuíam o poder real que aparentavam, mas tão somente uma fachada manipuladora.
Não se deixem levar pelas aparências. No Plano Espiritual não se cultua as aparências, como só se faz aqui na Terra. O significado de aparência não pode se aplicar à essência do Espírito ou a como ele se expressa e se comunica. Deus, em sua sabedoria infinita, é que oculta aos nossos olhos as verdades do Espírito camufladas pelas aparências do mundo terrestre, para que aprendamos a vê-las com os olhos do coração, com a visão da alma, e possamos enxergar a verdade como ela é.
No Plano Espiritual, não existem doutores, não existem classes sociais, não existem nacionalidades, não existem religiões, não existem raças, nem essas divisões humanas criadas por toda parte do planeta para poderem se sentir uns melhores que os outros ou mesmo uns prevalecendo sobre os outros. Todas essas divisões são ilusórias e dolorosas. No Plano Espiritual, o que vale é o que você é lá no fundo da alma, e não o que você tem, o que possui. O que vale é o amor, a verdade, a paz, a harmonia interior.
No Plano Espiritual, ninguém é julgado por ser rico ou pobre, branco ou negro, doutor ou uma pessoa simples. Sobre esse assunto, o mestre nazareno já dizia: “Deus revela aos simples de coração aquilo que esconde dos doutos”. Quando cada um de vocês chegar ao Plano Espiritual, os anjos de Deus não vão perguntar quantos títulos de doutor vocês conquistaram, quantos bens vocês acumularam, quanto sucesso vocês fizeram, quantos altos cargos vocês subiram na empresa ou quanto de boa fama vocês projetaram. Os anjos vão perguntar quanta luz você espalhou pela Terra; quanto você tocou o coração dos outros com justiça e benevolência e o quanto a sua obra foi pautada no amor e na paz. Ou se sua passagem na Terra foi apenas um capricho do ego, voltada apenas para seu mundinho egoísta e para os prazeres da matéria.
É preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer aos outros. O egoísmo é um monstro devorador de todas as inteligências, sendo filho do orgulho e a causa das misérias que grassam na Terra ao invadir o coração humano como se fosse uma praga. Não se deixem levar pelas aparências, todas elas se afiguram equivocadas e veremos isso muito claramente quando chegarmos ao Plano Espiritual. Lá não existem discriminações, todos trabalham por Deus e Deus é a essência regente de tudo.
A ducentésima sexagésima primeira intervenção espiritual, em 6 de março, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 169 (“Enquanto é hoje”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 11 (“Amar ao próximo como a si mesmo”), itens 11 e 12 (“O Egoísmo”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Já lhe ocorreu que não há um dia sequer que não tenha algo para aprender? Costuma vir acompanhado de outras situações que o perturbam, mas que se recomenda esquecer. E o conseguindo, tem mais é que agradecer muitas e muitas vezes à Espiritualidade, quando não de joelhos, por ter lhe propiciado viver sua própria experiência.
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