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UM SUJEITO ORDINÁRIO

Com a prisão de Queiroz, o intendente de Bolsonaro e laranja da família, o capitão expulso do Exército, que se tornou presidente, parou de posar como macho, de general frustrado, de dar decisão no Supremo, a querer mandar no Congresso e a nos calar a boca. E resolveu se concentrar em pôr em marcha sua única preocupação, agora que viu frustrada a implantação de uma ditadura: se defender de ser posto pra fora através do impeachment. Por não desconhecer que um dia descobririam a matéria-prima com que foi fabricado.
Seria uma perda de tempo lamentável se fosse um estadista ou um Lula que cresceu como presidente, mas não passa de uma caricatura que se presta aos mais variados programas humorísticos, a ponto de ensejar inúmeros personagens que lembram o inesquecível Chico Anysio.
A partir da ameaça de um pontapé na bunda, restabeleceu o prestígio de seus velhos conhecidos do Centrão e do baixo clero e comprou-os com cargos para que pudessem roubar melhor através de seus prepostos. Embora tivesse prometido em campanha presidencial que não iria governar em coalizão por ser um canal aberto para a corrupção. Rendeu-se aos fatos, e passou para outra mentira.
A renda emergencial que o fez subir nas pesquisas e lembrar o menino mau e perverso que sempre demonstrou ser em seu exercício de 28 anos como parlamentar. Afora sua total inutilidade em articular qualquer coisa que preste ou construir um projeto para o país, exceto sua reeleição. Já que voltado para si e carente de atenções, pois nasceu jumento e com vocação apenas para formar um rebanho atrás de si, chamando-o de mito.
Como se elegeu presidente, este simplório ser acredita em qualquer coisa. Só que a popularidade do auxílio emergencial é circunstancial e ilusória, ligada a um benefício que é insustentável. O Estado não tem mais capacidade para ajudar e 9 milhões de desempregados irão chamá-lo à realidade. Por isso tenta regatear o valor do auxílio emergencial que vai até dezembro de 2020, e sonha em substituir os programas de inclusão criados pelo PT, como o Bolsa-Família, para angariar votos.
Quando já havia declarado que “nada mais é do que um projeto para tirar dinheiro de quem produz e dá-lo a quem se acomoda, de modo a que use seu título de eleitor e mantenha quem está no poder”.
Bolsonaro é obcecado com o sucesso da era PT, mas sem ter imaginação, inteligência, nem mesmo vocação para ir em socorro da população pobre, apenas em manipulá-los. E muito menos sabe se cercar de uma equipe que não seja à sua imagem e semelhança, apenas possuído pela inveja e ódio.
Enfim, Bolsonaro é capaz de tudo para vender sua alma e obter o que ambiciona, como sujeito ordinário que é e sempre foi, justiça seja feita. Capaz de deixar de falar grosso, tentar se mostrar solícito e chamar o Centrão de seus sócios no Congresso, afirmando o contrário do que antes dissera. Além de trair seu rebanho com a mudança de postura ao obedecer às regras do jogo para permanecer mais tempo no poder.
A despeito de continuar a fazer uso dos crentes e dos militares como massa de manobra.

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