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A DOUTRINA DE AÉCIO NEVES

Aécio Neves quer ser presidente da República e não está pra brincadeira. Urde uma estratégia que deixaria orgulhoso seu avô Tancredo Neves, quando enfrentava o capadócio SNI da ditadura militar. Mesmo porque, se der certo, irá redimir a sua memória, pois Tancredo foi eleito e morreu antes de tomar posse.
Como bom cruzeirense, exerce sua raposice na tentativa de unir tucanos e petistas, a partir da corrida para prefeito de Belo Horizonte, aproveitando-se que o mensalão arrancou a máscara do verniz ideológico do PT, consumido pelo poder, e posteriormente ratificado pela postura fisiológica do manda-chuva José Dirceu, de insuperável influência nas lides petistas.
Aécio procurará arrebanhar no lulismo, órfão de um terceiro mandato, o que puder e de onde vier, até porque Lula simpatiza com o divisionismo que ele provoca nas hostes tucanas, deixando FHC confuso e em cima do muro, como nunca experimentou antes. Se for necessário, o pregoeiro do choque de gestão e do déficit zero nas finanças mineiras avalizará a continuidade dos programas sociais e beijará a bandeira da escola de samba Unidos do Bolsa Família. Se for para cooptar o que restou de esquerdismo, no rastro do estrago do neoliberalismo de Palocci e do maquiavelismo de Zé Dirceu, não hesitará entrar em choque com os chamados economistas de mãos limpas. Os tarados por assepsia, os que se recusam a pôr as mãos na miséria e se enojam com o assistencialismo de Lula, que dá esmolas para os pobres, transformando-o em salvacionista e elegendo-se quando quiser.
Se Aécio Neves irá tomar a bênção do Messias, eis a questão.
Contudo, o objetivo é restaurar o pensamento único, imperativo no reinado de FHC, sem se rastejar para a escória parlamentar do baixo clero que cobra favores e exige ministérios. E alargar a base de apoio pelo Brasil afora para derrotar, pela abrangência alcançada, o ê-ê-ê São Paulo e a candidatura Serra a presidente, coligada ao DEMgue.
De quebra, governar o Rio de Janeiro nos fins-de-semana, que ninguém é de ferro.

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