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A FERIDA ABERTA PELA LAVA JATO

O cenário da Justiça no Brasil não pode mais ficar restrito à simploriedade entre os que são a favor da Lava Jato ou a favor da corrupção. Foram alargadas as fronteiras desses dois grandes blocos, que agora ficaram marcados pela ambiguidade de Aras, o Procurador-Geral da República, mantido no cargo com mais dois anos de mandato, com a missão de combater a “criminalização da política”, a título de aliviar o combate à corrupção. O bloco na defesa da Lava Jato se esgarçou para manter Lula preso ou inelegível por sentenças condenatórias encomendadas para impedi-lo de se candidatar a presidente da República. A resposta antilavajatista correu para os braços de juízes garantistas, que procuram evitar até hoje a arbitrariedade de facções no Poder Judiciário, magistrados que perseguiam a punição a qualquer preço e ofendiam direitos elementares do acusado, como deixá-lo preso até que confesse, ou diminuindo sua pena de prisão se vier a delatar um incriminado do tope de um Lula. Tal como o ex-juiz Moro atuava, se servindo de Lula como modus operandi. Prostituindo-se como juiz de Direito de 1ª instância e maculando o rol de todas as investigações de que esteve à frente, inclusive como acusador, que redundaram em prisão de políticos, empresários e diretores da Petrobras, dentre outros. E com a anuência dos procuradores da República de Curitiba. E com a omissão do Supremo Tribunal Federal, que, somente depois de cinco anos, através do ministro Fachin, descobriu o equívoco na jurisdição do julgamento de Lula, não podendo ser julgado pelo Moro, e muito menos sentenciado, o que implicou na consequente suspeição desse juiz corruptor de valores. Teria de ser assim ou então a credibilidade do Poder Judiciário se esfumaçaria em pleno governo Bolsonaro, que, em sua ação nazista e antidemocrática, já vinha abalando os alicerces do Supremo, o qual tratou de ser mais presente, efetivo e unido. Havia, portanto, que reparar os males causados a Lula, insuflados pelos antilulistas visíveis na política e na mídia. Anularam-se as sentenças assinadas por Moro, dentre outros juízes e desembargadores, o mínimo exigível no maior escândalo da história da Justiça brasileira, o qual deu cobertura ao presidente com o maior grau de aprovação de todos os tempos.

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