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A PRIORIDADE DE AFASTAR LULA DO PODER, O NOVO FATO POLÍTICO A SER ANALISADO

O juiz Sergio Moro criou coragem e partiu para realizar seu objetivo: afastar Lula do poder. Abriu inquérito sobre Lula, sob o pretexto de investigar as reformas do sítio de Atibaia. De toga, ninguém pode dizer nada contra. Quem disser, vai transparecer que está compactuando com a corrupção investigada na Lava Jato. É o maior ato político do juiz Sergio Moro. Agora ele não poderá mais se esconder em suas ações no tecnicismo jurídico. Claro que não será um estafermo como Gilmar Mendes, mas incorporará o espírito da operação italiana Mãos Limpas, que já foi enterrada na Itália e gerou um herdeiro: Berlusconi. Para a direita, conservadora e desejosa de voltar ao status de antes do lulopetismo, basta aniquilar Lula, o grande inimigo, sob o discurso de acabar com a “ditadura e bolivarianismo petista” e com a ascensão da classe média lulista, fulminando com o conceito de pátria que se preocupa em incluir e não segregar, consubstanciado na figura de Lula. O juiz Sergio Moro será seu instrumento. Seu cavaleiro templário. Será seu lanceiro que, com sua lança, cravará Lula na cruz. Assim sendo, inscreverá seu nome na História, posto que antes a trajetória de engrandecimento da população trabalhadora foi cortada pelo suicídio de Vargas e posteriormente, com Jango, por um golpe militar e ditadura violentíssima. Agora não, será através do Poder Judiciário – o novo fato político a ser examinado com cuidado -, embora aviltando o Estado de Direito com seu caráter persecutório e prisões para forçarem denúncias, e abraçado à mídia com a liberação de notícias seletivas para incendiar intencionalmente a indignação da classe média. O fato de não investigar Aécio Neves ou cabeças coroadas de tucanos, ou mesmo inúmeros crimes cometidos na província paulista nos últimos 20 anos, bem como evitar o confronto com Eduardo Cunha chantageando a nação, não vem ao caso. “Não é nossa prioridade”, se Moro pudesse abrir a boca.

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