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BANDEIRA NACIONAL VIROU GUARDANAPO

Os militares se negaram terminantemente a participar de confrontos com o MST em ações de desocupação de órgãos públicos e fazendas. Por temerem desgaste na imagem da corporação, associada no passado à repressão de movimentos sociais e opositores do regime. Não se eximem de zelar pela segurança do Estado, mas a serviço da sociedade, querem distância dos tempos de aparato de opressão política. O Exército sabe qual é a diferença que existe entre a bala de borracha e a de chumbo. Pedem, pelo amor de Deus, que seja arquivado o IPM sobre o Riocentro, por motivos de constrangimento, apesar de reconhecerem a importância histórica das investigações. Afinal de contas, a maioria dos implicados já vestiu o pijama de madeira. Além de o moral da tropa estar baixo, refletindo a perda de prestígio decorrente dos males da caserna expostos em anos e anos de poder. As vítimas de uma vingança velada da democracia que corrói soldos, armamentos e privilégios.
Positivamente, perderam a gana de Éder Jofre, que recorda as dificuldades da época do Galo de Ouro para se manter no peso. Diluir 1 kg precisa de doze horas sem comer, pular corda, vestido de saco plástico e sob uma lâmpada acesa.
Se os militares pudessem, reverteriam aos tempos do amadorismo para recuperar a alegria de um tempo perdido em que assaltantes não seqüestravam sentinelas e invadiam arsenais. E imitar o exemplo de Calais, time amador da quarta divisão que chegou à final da Copa França. O equivalente ao Maranhão disputar a final da Copa Brasil. O que dá uma boa noção de a quantas anda o futebol que derrotou a seleção de Ronaldinho, inclusive porque desmoraliza o ditado “o que vem de baixo não me atinge”, inventado por eles para que as coisas continuassem do jeito que sempre foram.
Como era bom o tempo em que eram felizes e não sabiam! Para não ficarem chocados diante do recuo do deputado Luís Antônio de Medeiros em favor do mínimo de R$177, ou US$100 para o ACM, fazendo com que Roseana Sarney indexasse o salário em dólar no Maranhão. Alegou que não é louco de pedir um reajuste que inviabilize o orçamento: “Meu amigo, o PFL é governo!”. Duas semanas depois da Bandeira Nacional limpar a boca suja de sardinha do deputado, em manifestação nos jardins do Congresso ao lado de 400 sindicalistas e aposentados.
Não por outra razão ser compreensível os destemperos da família Pitta. O pai desmoraliza o depoimento do filho porque é testemunha suspeita e carece de boa fama – em bom português,  usuário de maconha. A mãe prefere que ele seja maconheiro do que corrupto. O filho se lamuria de ser órfão de um pai vivo e, com a vida que leva, se não fumasse, ficaria mais maluco.
Só recorrendo ao francês Christian Jacq, autor de best-sellers ambientados no antigo Egito, para fazer a leitura dos tempos modernos. Ele é capaz de decifrar hieróglifos com a mesma facilidade com que um juiz assinala um pênalti no último minuto e derrota um time pequeno ou amador – tal como ocorreu ao Calais, toujours la France. Os faraós e as pirâmides guardam uma estreita relação com os homens públicos até os dias de hoje. Um elo inquebrantável cujo símbolo está personificado nas múmias, signo de vida e não da morte, evitando que a essência humana se disperse no vácuo. Pois não é que descobriram traços de tabaco e cocaína nos tecidos de uma múmia?

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