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CAPÍTULO 8 – BRASIL 0 x 0 MÉXICO

Zero a zero. Jogo amarrado, disputado, com o México tentando aplicar um nó tático, muito bem organizado em campo com jogadores pequenos e rápidos, cuja habilidade maior é o jogo em conjunto.

Se o goleiro Ochoa foi o melhor em campo com quatro defesas milagrosas, uma delas lembrando Banks em 1970 na cabeçada de Pelé, significa que o Brasil foi superior. Ainda mais que o México dependeu apenas de chutes perigosos de fora da área do México – nenhuma chance real.
O problema é que o Brasil não mais faz a diferença como antigamente quando tínhamos Romário, Ronaldo e Rivaldo, e, assim, ao enfrentarmos adversários medianos, todo jogo é duro e tenso. Ainda não nos acostumamos a essa realidade.
Com Seleções como México e Chile, a bola aérea tem que ser usada para chegar à vitória. Neymar não conseguiu se livrar da marcação. Bernardo amarelou. Fred preocupa por sua inutilidade, enquanto Jô perdeu uma chance de ouro por precipitação. E outra com Marcelo, que preferiu cavar um pênalti. Se Thiago Silva (e o Brasil) estivesse com mais sorte e sua cabeçada fosse convertida em gol no último minuto, teria sido o melhor em campo.

Posto assim, o Brasil merecia levar a vitória com gol no último minuto. Se não fosse Ochoa, que fechou o gol.

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