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CAPÍTULO CIX – OU UM OU OUTRO

Robespierre tornou-se famoso como político sério e incorruptível na Revolução Francesa, cujo objetivo era eliminar os privilégios da monarquia e do absolutismo, colocando em prática ideias revolucionárias para a época, como o sufrágio universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória, abolição da escravatura e imposto progressivo segundo a renda. A perseguição implacável aos inimigos da Revolução, baseada em execuções na guilhotina, acabou, pela celeridade, por confundir inimigos e aliados, como Danton, o revolucionário que propunha um rumo mais moderado para a Revolução. Até que alcançou o pescoço de Robespierre, um dos seus maiores apologistas e responsáveis pelo mesmo destino dado ao rei Luís XVI.
O que não o impediu, mesmo portando essa gênese em seu espírito, de reconhecer: “Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano”. Na véspera de sua prisão, Robespierre proferiu o que poderia ser o seu epitáfio: “A morte não é o sono eterno. Mandai antes gravar: a morte é o início da imortalidade!”.
Retomada a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima nona intervenção espiritual, em 19 de junho de 2020, efetivou-se sob a égide da leitura e estudo preliminar sobre o item 16 (“Reconhece-se o cristão por suas obras”) do capítulo 18 (“Muitos os chamados e poucos os escolhidos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Palavras do Mestre: “Nem uma boa árvore pode dar maus frutos, tampouco uma árvore ruim dar frutos bons. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo”. Os frutos da árvore da vida que, com sua sombra, cobre parte do mundo, mas que ainda não abriga os recalcitrantes que deveriam se reunir ao seu redor. Poucos os colhem, a despeito dos frutos lhes facultarem maior absorção e consequente melhor trânsito na espiritualidade. Não mutileis nem corteis os ramos da árvore, se seus frutos generosos caem em abundância para sustentar o viajante faminto que quer atingir seu objetivo. Não os amontoeis para guardá-los e deixá-los apodrecer para que não sirvam a ninguém. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos, pois tanto existem monopolizadores do pão material como os há do pão espiritual – não vos coloqueis dentre eles.
A ideia mãe da Revolução Francesa, em 1789, era distribuir seus frutos para todos, tal como a árvore que dá bons frutos. Trazer para a sombra da árvore e partilhar com seus companheiros o abrigo que ela oferece. Mas não soube como conciliar princípios humanitários que mudaram a face do mundo como liberdade, igualdade e fraternidade com a guilhotina. Ou um ou outro.
A vida não é sobre o que você faz e sim como você faz.

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