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BOLSA FAMÍLIA ESMAGOU RENDA BRASIL SEM DÓ NEM PIEDADE

Bolsonaro disse que no seu governo está proibido se falar no programa Renda Brasil e que o Bolsa Família vai continuar em vigor. O Renda Brasil chegou a ser cogitado como um programa de assistência social para substituir o Bolsa Família. A intenção era aproveitar o embalo e a experiência do auxílio emergencial, que acaba no fim do ano, e que fez Bolsonaro crescer nas pesquisas, criando um programa que aumentasse o valor do benefício do Bolsa Família. No entanto, Bolsonaro e a equipe econômica não conseguiram chegar a um acordo sobre os cortes em gastos do governo que deveriam ser executados para financiar o novo programa, o que vinha deixando suspensa a criação do Renda Brasil. Mas se esse governo foi eleito sem apresentar um projeto ou plano sequer, além de não ter a menor vocação para políticas de inclusão na sociedade ou programa de renda mínima, sem a menor embocadura para tratar de problemas sociais se o seu DNA é o do neoliberalismo. Tanto que a equipe econômica de Guedes chegou a estudar o congelamento de benefícios como aposentadorias e pensões, a redução do seguro-desemprego e outros absurdos próprios de economistas que só enxergam números e lucros dos interesses de quem são vassalos. Para suscitar em Bolsonaro uma frase pra lá de antiquada dos princípios do século XX: “Está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”. Deu cartão vermelho a quem, daqui em diante, lhe apresentar propostas de congelar aposentadorias ou reduzir benefícios – ou seja, ao Guedes e à sua equipe de carrascos. Bolsonaro perdeu a parada para o Partido dos Trabalhadores em menos de dois anos de mandato. O capitão foi feito para destruir e não construir. O neoliberalismo pegou uma pandemia pela frente e mostrou-se despreparado para a gestão da saúde, endossando um general intendente à frente do Ministério da Saúde, só para não contrariar Bolsonaro, que trata seus subordinados como se fossem soldadinhos. O que fazer com uma economia em descenso e desempregados prestes a perder o auxílio emergencial? Se não há dinheiro suficiente nem para gerir o INSS, quanto mais programas eleitoreiros. Bolsonaro culpou a imprensa por veicular os estudos para enganar a população com o Renda Brasil, omitindo por conveniência que ficou empolgado com o aumento da aceitação de seu governo com o auxílio emergencial, autorizando viabilizar mais um engodo próprio de sua existência profícua em ludibriar, passar os outros para trás, forjando golpes, ameaçando com ditadura, e aí se consagrando como o mito do rebanho militar.

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