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CAPÍTULO CLIX – FATALIDADE

Os Espíritos não estão encarregados de trazer pronta a Ciência para nos servir, ficando nós assim dispensados do trabalho de estudar e refletir. Deus quer que trabalhemos, exercitemos nosso pensamento, pois só a esse preço adquiriremos ciência. Os Espíritos almejam que nós os estudemos para saber como seremos um dia, e não para nos revelar coisas antes do tempo devido, a desenvolver a arte de adivinhar e de especular. Há que aprender com as imperfeições, defeitos, incapacidade e mesmo com a ignorância inerentes ao espírito humano.
Portanto, não vos entregueis às sombras da indecisão conforme o trabalho se agrave na estrada comum a todos. Ide, confiantes e otimistas, em direção às provações salutares ou às tarefas dilacerantes que esperam por vossa atitude, no encalço das obrigações que vos competem, sem que facilidades batam à sua porta.
Prosseguindo a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima quinquagésima nona intervenção espiritual, em 11 de fevereiro de 2022, efetivou-se sob a égide da leitura de “Vinha de Luz”, 67 (“Adiante de vós”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 27 (“Pedi e obtereis”), itens 5 a 6 (“Eficiência da prece”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Desse modo, não deixe tudo por conta da fatalidade e da eficiência da prece. Se assim fosse, o homem seria apenas um instrumento passivo e sem iniciativa, só lhe restando curvar a cabeça aos golpes dos acontecimentos. Quando Deus lhe deu razão e inteligência, além da vontade de obter o que tanto deseja e de tentar desviar-se dos perigos ao longo de sua encarnação. Liberdade de ação em todas as variantes possíveis, mas com consequências conforme o que faça ou deixe de fazer, é a premissa básica para gestar o sentido da vida.
Não é por outra razão que certos acontecimentos acabam, obrigatoriamente escapando ao que costumamos chamar de fatalidade, mas que em nada alteram a harmonia das leis universais, tal como o relógio atrasar e não anular a lei do movimento que rege o seu mecanismo. De modo a dar margem a incertezas e adversidades que fertilizam o campo das provações, cuja finalidade é testar até onde é possível reparar nossas imperfeições e aprumá-las de acordo com o espírito de nossa evolução humana.

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