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CAPÍTULO CXCII – NÃO SE PODE VIVER EM ESTADO DE NEUTRALIDADE

A reencarnação surgiu como uma condição inseparável da Humanidade, uma lei natural a reger o destino dos homens. Só ela pode informar de onde provém o ser humano, para onde vai, por que está na Terra e justificar todas as supostas desigualdades e injustiças que a vida apresenta.
A centésima nonagésima segunda intervenção espiritual, em 16 de junho de 2023, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 100 (“Que fazemos do Mestre?”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 4 (“Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”), itens 14, 15, 16 e 17 (“Ressurreição e Reencarnação”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Por vezes, as vidências alcançam pessoas simples e anônimas que nada conhecem do mundo, a não ser as coisas existentes num rincão distante que lhe serviu de berço, passando a vida a executar tarefas rotineiras e rústicas, até que se deparam com situações e seres não se sabe de onde, que os arrebatam de forma irresistível para missões grandiosas que chegam a mudar mesmo a história de um país ou do próprio mundo. Tal como aconteceu com Joana D’Arc.
As surpresas que nos reserva o Plano Espiritual se não abrirmos os olhos. Por que não damos a menor atenção aos deserdados da sorte se vivemos em um mundo onde a matéria predomina? Por que transitamos pela vida em atitude de absoluta neutralidade? Por que não movemos uma palha em benefício de quem quer que seja? Por que guardar para si um lar feliz, com família, saúde, conforto, inteligência, poder, temeroso de perdê-lo? Deformando nosso retrato astral até que a morte nos surpreenda e nos desperte para a triste realidade. A constatar apreensivos o tempo e as oportunidades perdidas, e o ser estranho em que nos transformamos ao relegar nosso semelhante a um segundo plano. Ignorando os reajustes cármicos matematicamente interligados ao livre-arbítrio.
Segundo o pensador e filósofo suíço Henri Fréderic Amiel (1821-1881), simplesmente porque não entendem nem aceitam uma vida espiritual e uma pátria universal invisível, onde todas as injustiças serão corrigidas, embora essa aspiração seja percebida nas tramas e nos sonhos narrados pelos nossos romancistas que magistralmente colocam em palavras esse porvir que a todos abraçará. Sem contar os compositores musicais, que conseguem fazer com que suas criações permaneçam em nossas mentes, vez por outra cantarolando felizes composições que nos trazem gratas recordações, chegando a admitir que primeiro ouvem as melodias para depois transcrevê-las nas partituras. Quem, então, executa o que escutam ou quem sopra matéria espírita na literatura?
Não podemos achar que tudo terminará com a morte do corpo, absolutamente despreocupados com o que fazemos, falamos, escrevemos e pensamos. Estamos todos em uma estrada sem volta, em sendo espíritos fadados a caminhar em todas as direções, e quanto mais amor dedicarmos ao nosso aperfeiçoamento, maiores serão as missões que nos serão destinadas. À medida que formos aprendendo a usar nossas potencialidades psíquicas, elevar-nos-emos aos planos superiores da consciência ao rejeitarmos qualquer vibração desarmônica como a ira, a inveja, o ciúme, o ódio. Ao negligenciarmos os cuidados com o corpo e principalmente com a mente, a falta de harmonia atrai doenças, ficando expostos à depressão imunológica facilitadora das infecções, às mutações genéticas causadoras dos tumores malignos, aos transtornos psíquicos associados à aproximação de personalidades extrafísicas que desejam sintonizar conosco. Cada época e cada civilização trazem consigo a nota desarmônica própria com seu cortejo de males particulares. Irritação e depressão são as características de nosso tempo.
Ainda há um longo caminho por percorrer até que informações verossímeis trazidas à tona pela mediunidade adquiram credibilidade daqueles que só vendo para crer e atrelados ao materialismo. Ou igualmente admitir quanto aos motivos de sermos tão gratuitamente odiados nessa encarnação estarem relacionados a legiões de espíritos que prejudicamos em vidas passadas. O homem jamais chegará a compreender seu estágio atual enquanto se mantiver atado a seu umbigo, orgulho e ignorância, insistindo em ver as coisas somente de um ponto de vista mesquinho.

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Antonio Carlos Gaio
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