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CAPÍTULO CXI – PRECONCEITO

O preconceito personifica-se em antiquadas e ultrapassadas opiniões sobre tudo e sobre todos. Seu autoritarismo prima por julgar os outros o tempo todo, só enxergando desafetos por todos os lados, para restar numa extrema solidão. O mal que o preconceituoso provoca em si mesmo e nos outros transcende esse mundo e trará consequências em outras vidas. Pois o preconceito torna míope a nossa visão e o coração mais duro, e nos faz incapazes de acolher o bem e a verdade de cada um. Preferem o autoengano e fincarem pé naquilo que pensam que sabem, no que está pré-definido e tabulado, desprezando a atualização e a necessidade de mudanças. Não suportam a coexistência das diferenças, a pluralidade de opiniões e posições.
Retomada a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima décima primeira intervenção espiritual, em 3 de julho de 2020, efetivou-se sob a égide da leitura e estudo preliminar sobre os itens 1 a 5 (“Poder da fé”) do capítulo 19 (“A fé transforma montanhas”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Pois eu vos digo, Jesus assinala que, em verdade, se tivésseis fé, diríeis a esta montanha para se transportar daqui até lá, e ela se moveria. As montanhas são as dificuldades, as resistências, a má vontade, complementadas pelo interesse material, egoísmo, a cegueira do fanatismo, o orgulho da paixão e o preconceito rotineiro, que também barram o caminho de todo aquele que trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta vislumbra uma espécie de lucidez, que te faz ver pelo pensamento os fins que se tem em vista e os meios para atingi-los. Quanto à fé vacilante, que não crê na possibilidade de vitória, dela se aproveitam os adversários que devemos combater.
A fé sincera é sempre calma e nos propicia a paciência de saber esperar, quando apoiada na correta compreensão das coisas. A fé vacilante, quando se torna obtusa, estimulada pelo interesse e preconceito, se enche de fúria e acredita que, aliando-se à violência, obterá a força que não possui.
A inflexibilidade da alma preconceituosa está correlacionada ao orgulho de tudo saber e a tudo controlar, carecendo da humildade de Sócrates, um dos maiores espíritas de todos os tempos: “Quanto mais sei que sei, menos sei que sei”.
A espiritualidade não condiz com a postura preconceituosa, preconizando uma atitude aberta e inclusiva, onde o mais importante é preparar o ser humano para enfrentar a provação de todas as categorias de opressão que se nos apresentam em nossa encarnação, de forma a superar a chuva de preconceitos de que somos alvos frequentes, procurando libertar nosso espírito para todo o sempre.
Do poder da fé, se demonstrada autêntica, pode ser extraído um magnetismo de tal forma que, se voltado para o bem, até pode operar fenômenos especiais de cura, considerados como prodígios da Natureza, motivo pelo qual Jesus Cristo disse: “Se não o curastes, é porque não tínheis fé”.

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