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CAPÍTULO CXIV – POR QUE TANTA DIFICULDADE NO MUNDO PARA NOS UNIRMOS?


Por que tanta dificuldade no mundo para nos unirmos se precisamos tanto uns dos outros para evoluirmos? Ou para nos valermos do calor humano a embalar nossos sonhos. Ou por não sobrevivermos sem nos ajudarmos. Como a pandemia não cansa de nos demonstrar. Não somente heroicas equipes médicas a nos curar da Covid-19, arriscando suas vidas. E esses infectologistas brilhantes? Quase não os conhecíamos.
Se egrégora provém do grego (velar, vigiar), a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais), fruto da congregação de duas ou mais pessoas. Ou um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através de seus padrões vibracionais.
Se as egrégoras estão presentes em todas as coletividades, todos os agrupamentos humanos, tais como famílias, partidos, igrejas, empresas, clubes. Uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, seja ele físico ou abstrato, baseado em que todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo Cosmo. Um ambiente hospitalar é uma egrégora cujo principal objetivo é promover a cura, atraindo uma concentração de energias que procuram restabelecer a saúde, espalhadas por todo canto, recebendo e influenciando o pensamento coletivo e a moral de seus frequentadores, sejam funcionários, pacientes e visitantes. Da mesma maneira, uma intervenção espiritual, onde se busca a cura, o fim de um problema ou a superação de uma perda.
O maior exemplo de egrégora, quando Jesus disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles”.
Dando continuidade à investigação espiritual sobre a pandemia do coronavírus inclusa nessa mesma série, a centésima décima quarta intervenção espiritual, em 24 de julho de 2020, em minha residência e em regime de confinamento, se realizou sob a égide da leitura e estudo preliminar da Parte Terceira (Das leis morais), Capítulo V (Da lei de conservação), constantes do livro de Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, em que me debrucei sobre o tópico “Instinto de conservação” desdobrado na questão 702 respondida por Kardec, assistido por espíritos regeneradores. A escolha do aludido tópico se deveu à tentativa de conectá-lo ao confinamento ou à pandemia (ambos se confundem).
Sem dúvida, todos os seres humanos possuem o instinto de conservação, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é bem concatenado em sua linha de raciocínio, em outros, puramente maquinal, automático, inconsciente.
O objetivo de Deus ao outorgar a todos os seres vivos o instinto de conservação se deve à necessidade de concorrerem a cumprir os desígnios da Providência e a missão que lhes foi destinada, daí ser imprescindível a vontade de viver sob toda e qualquer perspectiva ou ocasião, mesmo diante de uma pandemia ou até mesmo holocausto, pois o aperfeiçoamento dos seres é condição essencial para avançar a Humanidade.
Ainda que sintam o espírito de conservação instintivamente, sem disso se aperceberem, o que pode ser observado quando o suicida no ato final, aproveitando o gás que lhe resta, procura angustiadamente por uma saída para sobreviver, dando alguns passos ou mesmo engatinhando, sinal comprobatório do instinto de conservação. E, no mais solitário dos gestos, a dificuldade de nos unirmos para combater o mal comum.

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