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CAPÍTULO CXLI – NÃO VIM TRAZER A PAZ, MAS A DIVISÃO

Todos nós, encarnados ou desencarnados, oscilamos entre a animalidade e a espiritualidade e, portanto, sujeitos a batalhar até o definitivo triunfo sobre nós mesmos pela posse da Vida espiritual e imortal. Por isso, viemos munidos de recursos indispensáveis à jornada terrestre com a finalidade de nos erguermos e restaurarmos nossas energias espirituais, exortados a lutar pela grande causa do bem.
Prosseguindo a intervenção espiritual, sem ainda ser presencial na Fundação Marietta Gaio e realizada na residência de cada médium e de quem se encontra sob tratamento, segundo o calendário da Fundação, com todos obedecendo ao regime de confinamento em face da pandemia do coronavírus, a centésima quadragésima primeira intervenção espiritual, em 21 de maio de 2021, efetivou-se sob a égide da leitura de “Vinha de Luz”, 49 (“Exortados a batalhar”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 23 (“Moral estranha”), itens 9 a 11 (“Não vim trazer a paz, mas a divisão”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
“Não vim trazer a paz, mas a divisão. Vim separar o filho do pai, o marido da mulher. Vim lançar o fogo à Terra e tenho pressa de que ele se acenda.” Palavras de Cristo que soam como blasfêmia, devido ao seu caráter sanguinário e devastador, em flagrante contradição com seu ensinamento? Por que a palavra de Cristo não teve bastante poder para impor silêncio a todas as controvérsias? A quantas seitas o Cristianismo não deu origem desde que surgiu? Porque é suscetível de interpretações que ainda hoje divide os cristãos em diferentes igrejas, pretendendo cada uma delas possuir o dom e a exclusividade da verdade necessária à salvação, o que já propiciou no passado guerras religiosas em nome de seu divino Mestre, que não pregou senão o amor e a caridade. Tomadas ao pé da letra, essas palavras tenderiam a transformar sua missão numa empreitada de perturbação e discórdias, o que contradiz o espírito pacifista de Cristo.
“Não vim trazer a paz, mas a divisão” consagra a necessidade da leitura correta dos fatos. Quem o haverá de fazer e seu ponto de vista ser respeitado? Por Jesus representar a personificação da doçura e da bondade, a forma causou estranheza por não expressar com correção o seu pensamento, o que levantou dúvidas quanto ao seu real sentido.
Ninguém pode negar que alargar o círculo de ideias, em meio a diversas interpretações, nos faz compreender melhor as Leis da Natureza. Uma delas é o mundo dos Espíritos e a influência que ele exerce sobre o mundo corpóreo. Sobre o materialismo que não crê em coisa alguma. Que não consegue encontrar razão de ser. Nem mais eco no raciocínio livre e muito menos na fé. Muito embora inúmeros valores ainda restem vivos na ocasião em que o corpo se extingue em pouco tempo. Os seus familiares e amigos que o digam.
A certeza da vida futura e o quadro vivo daqueles que nos procederam nessa encarnação evidenciam a necessidade do bem e as consequências inevitáveis do mal. “Não vim trazer a paz, mas a divisão” para nos despertar do estado de profunda e prolongada inconsciência a que nos permitimos inertes ao longo de toda uma encarnação, de modo a aflorar a espiritualidade naqueles que não a possuem e fortificá-la nos que vacilam.

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