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CAPÍTULO LXXXV – TEMPO DE CURA

Aguardo por um ciclo de grande conexão espiritual e com ele vir fortalecida minha coragem para iluminar sombras internas que carecem de ser transformadas, se vivenciada cada questão com positividade. Isso significa que é tempo de cura. Não de uma doença ou de pessimismo. Mas sim de discernimento e maior clareza para não me achar vítima de situações que surgem para nos testar. Para que contestar espíritos de porco, se afundam na própria incoerência fruto da impulsividade? Cura de falsos dilemas em que nos metemos para sofrer sem razão. Cura para aceitar o que veio em sua direção completamente diferente do que imaginou, e não se irritar com as fatalidades do destino. Não se angustiar com a passagem do tempo, sempre veloz com o avanço da velhice, e a passo de cágado, no esplendor da juventude, por não evoluir com a presteza exigida. Urge sim é levar mais fé nos desígnios com os quais nós fomos abençoados desde que encarnamos. E se vier algo de grande como já suspeitava, não se arvorar em julgar que não está à altura nem tema as consequências se, na ocasião propícia e adequada ao nosso desenvolvimento, a nossa hora há de chegar! E antes tarde do que nunca.
A octogésima segunda intervenção espiritual, em 19 de julho de 2019, foi realizada em minha residência por ter sido detectada interferência espiritual, pela terceira vez. O que não me impossibilita de fazê-la em meu quarto e no escuro, sob a égide da leitura e estudo preliminar sobre o item 7 (“Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria”) do capítulo 16 (“Não se pode servir a Deus e a Mamon”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Se a riqueza é a fonte de muitos males, se provoca tantas malditas paixões e absurdos crimes, não é a ela que devemos inculpar, e sim ao homem que dela abusa, tornando ruim o que lhe poderia ser útil. Causa tamanha perturbação aquele que passa da miséria à fortuna e se esquece de sua condição anterior e daqueles que o ajudaram, a demonstrar que o amor possessivo aos bens terrenos o leva à ruína moral por exceder-se no individualismo e no egoísmo. É bem verdade que o homem tem por missão trabalhar para o melhoramento material da Terra, desbravando-a, preparando-a e saneando-a para aumentar a produção e atender a uma população que cresce sem cessar. Por isso mesmo, as relações entre os povos configuram uma necessidade, cuja ênfase é destruir os obstáculos materiais que os separam e interagir com maior frequência, rapidez e habilidade. A necessidade fez com que se criasse a riqueza e, por sua vez, descobrir a Ciência. A atividade assim exigida desenvolveu a inteligência do homem que, a princípio, se concentrou na satisfação das necessidades materiais, até se defrontar com as grandes verdades morais. Cabendo a ele fazer o bem surgir da riqueza e transformá-la num poderoso elemento de progresso intelectual.
Portanto, há que saber controlar as emoções e arrefecer sua obsessão no querer as coisas para ontem. Ser mais minimalista e conter-se no seu espaço para não sair pisando na cabeça dos outros. Ser mais inteligente e não se permitir arrastar pela impulsividade ordinária. A batalha mais difícil de se vencer é a nós mesmos. Temos a obrigação de aniquilar nosso ego. Deixando de falar além da conta ou falar sem antes refletir. A vida é uma obra em progressão.
Coerente com a magnífica concepção de Maria da Glória Silveira sobre Deus, como obra não acabada e em formação: “Deus é um Ser em formação, porquanto depende de nós, simples e minúsculos raios de luz, para completar sua infindável luminosidade. Ou seja, somente o conjunto da Humanidade, após longo período de evolução, completaria a perfeição do poder divino de Deus”.

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