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CAPÍTULO VII – RESGATADO DO INFARTO

Desprezadas certas condições genéticas que formam as plaquetas de gordura que obstruem nossas coronárias, por maiores cuidados que se tome com alimentação e exercícios, o infarto provavelmente se originou do estresse que resultou do câncer no intestino delgado, antes e depois da cirurgia, em aliança maligna com a doença de pele (descoberta afinal como sendo farmacodemia com fototoxidade). O corolário de uma verdadeira guerra química desencadeada por medicamentos ministrados para me curar de enfermidades que me assolaram.
Fui submetido a um cateterismo que implantou dois stent numa só artéria e a mais remédios no lombo. Restaram duas artérias com nível alto de obstrução e sujeitas a observação.
Se tomar conhecimento que está com câncer já é um choque, imagine vir na sequência um infarto. Sentimo-nos traídos pela vida e pelo próprio corpo. Colhidos por monstros que, à sombra, não tinham parado de nos espreitar. Coloca em xeque nossos medos, abala nossas certezas e esperanças, aumenta as dúvidas e nos aproxima do espectro da morte. A leitura que se faz da alma é de uma imensa tristeza.
Ó Pai, por que me abandonastes à minha própria sorte? Se pudesse, retrocederia aos bons tempos de criança e buscaria a mão forte de meu pai e o regaço de minha mãe. Para me livrar dos pesadelos que atormentaram minhas madrugadas e desviaram meu rumo, suscitando só desânimo.
Somente pude comparecer à intervenção espiritual de 30 de outubro de 2015, a sétima, que se iniciou com cânticos para acalmar minha alma desejosa de tranquilidade e abrir caminho para os espíritos curadores e a leitura do item 25 (“A Melancolia”) do capítulo 5 (“Bem-aventurados os aflitos”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”. O item 24 (“A Verdadeira Infelicidade”) foi lido na sessão seguinte ao infarto.
A verdadeira infelicidade está mais nas consequências de um fato do que nele próprio, ou melhor, do que na infelicidade daqueles que apenas enxergam o presente. No entanto, para o homem se sentir feliz ou infeliz, é preciso se transportar para além desta vida, pois é lá que as consequências se fazem sentir. Ao contrário do que a curta visão julga cessar com a vida corporal e encontra sua compensação na vida futura. Ninguém foge das responsabilidades de seus atos. Não adianta ficar em seu repouso enganador para ser mergulhado, de repente, na agonia da verdadeira infelicidade. A tristeza e abatimento se apoderam de seu coração e o faz achar a vida tão amarga.
Contudo, resisti com energia a essas impressões de caráter obsessivo que tentam enfraquecer sua vontade. Lembrai-vos que tendes a cumprir uma missão durante vossa prova na Terra, traduzida em deveres, preocupações e desgostos investindo contra vós, e que, para enfrentá-los, há que ter força, coragem e espírito elevado. Na verdade, são problemas de curta duração e que um dia o conduzirão a um lugar onde os desgostos da Terra não mais existirão.
Felizmente, não sucumbi à invasão de espíritos perniciosos. Livrei-me da depressão pós-infarto graças à intervenção espiritual de 30 de outubro. O dermatologista me deu alta, reiniciei as caminhadas, voltei a escrever, cessadas as diarreias provocadas pelo medo de morrer e afloradas pelo resquício de sequela da cirurgia do câncer, que extirpou cerca de 70 centímetros de meu intestino delgado. O desânimo e o nervosismo se foram.

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