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CAPÍTULO XL – COMO É SER UM ESPÍRITO DESPIDO DO EGO

Meu avô Manoel Jorge Gaio mandou mais uma mensagem para a Fundação Marietta Gaio, em 30 de maio de 2017, que faz a diferença se comparada com outras de sua lavra, da qual destaco os melhores trechos em que cabalmente demonstra como é ser um espírito despido de ego. Transpirando tamanha humildade que chega a nos constranger por evidenciar quanta sabedoria ainda nos falta.
“Filhos do coração, filhos que abrigo no mais profundo escaninho de minh’alma, filhos que me adotaram como amigo, mentor, sem analisarem minhas marcas de vidas mal vividas em existências pretéritas, cujo tempo desperdicei com manias e esquisitices” – quão espirituoso é!
“A criação da Fundação não fez de mim um Espírito de Luz, mas foi, com certeza, Nosso Senhor Jesus Cristo que me deu a chance de fazer algo de bom, de nobre, sabendo que estava criando uma Escola de Luz, a qual não fui eu que acendi” – referia-se humildemente ao tempo de uma modesta sala no centro do Rio de Janeiro como sede da Fundação Marietta Gaio, ainda não funcionando no atual prédio com um leque substancial de assistência prestada desde que o meu pai a construiu em Bonsucesso, a partir de 1970. “Eu não pude desfrutar, como hoje assisto a todos vocês fazerem, com nobreza e dedicação, pelo engrandecimento da obra a que doam o seu tempo, os sentidos e o coração. Nada fiz, creiam-me, pois na programação divina, eram vocês os grandes irmãos, filhos que precisavam de quem lhes abrisse as portas para que elevassem ao Mais Alto os sons da caridade, de modo a ser recolhido por quem busca a Casa de Marietta. Fui apenas o veículo divino para estabelecer o porto seguro das embarcações frágeis, o pronto-socorro dos enfermos que aqui vêm buscar a palavra, o socorro ao estômago, o tampão da ferida, tudo embalado em amor, caridade, solidariedade.”
“Acreditem, não saberia fazer tudo isso como diariamente vocês bem o fazem, nem muito menos empregar as palavras que aqui (na Fundação) são ditas. Não saberia porque sempre fui o homem dos negócios, do dinheiro e do fazer, construindo” – tal como meu pai, meu avô não tinha o dom da palavra fácil, quando encarnado.
“Somos tarefeiros de Deus. Hoje sei que preparei o terreno para que a semeadura e a colheita tivessem seus nomes, vindo a todos florir com meu trabalho, do lado de cá da vida, o chão por onde pisarem. Não posso tirar os obstáculos do caminho, mas hei de distribuir flores e perfumes como gratidão pelos corações que me elevam ante Jesus” – um reconhecimento fora do comum, ratificando a vida espiritual posterior ao desencarne e livre-arbítrio, como se precisasse.
A quadragésima intervenção espiritual, em 7 de julho de 2017, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre os itens 1, 2, 3 e 4 (“O maior mandamento”) do capítulo 11 (“Amar ao próximo como a si mesmo”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Tratai todos da mesma maneira que gostaríeis que eles vos tratassem. Fazer aos outros o que gostaria que fizessem por nós. Expressão que resume todos os deveres para com quem dividimos os espaços na Terra. Com que direito exigimos de nossos semelhantes bom procedimento, indulgência, benevolência, dedicação? Se somos cevados na ode ao egoísmo. À dependência do ego.

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