Ser governado por um Bolsonaro já é estressante, tamanha sua ignorância, pobreza de raciocínio e ideias medievais que exalam dessa família, que surgiu para testar a capacidade do povo brasileiro em saber escolher seu destino e de distinguir o bem do mal.
Mas reconheça-se sua façanha: governam para os ricos e iludem os pobres, chamando-os de pequenos empreendedores, fazendo-os sentir vergonha do salário-mínimo e da merreca da aposentadoria. Do regime de cotas, julgando ser produto da escravidão, num entendimento de causar calafrios. Sentir vergonha do SUS, de olho no plano de saúde, e da forma como são tratados pela polícia, quando elegeram Flavio Bolsonaro, o santo protetor dos milicianos, do Comando Vermelho e da bandidagem que assola o país reforçada pela bancada golpista eleita para o Congresso.
Agora ser governado por dois Bolsonaro, pai e filho, dois presidentes, será insuportável, tendo em vista que os papéis de cada um não serão definidos e o capitão de araque jamais cessará de dirigir impropérios aos ventos, enquanto não saciar sua vingança contra os que o puseram na cadeia. Isso quer dizer: nunca! O mito será perseguido por essa maldita obsessão pro resto da vida. Duramente castigado por não cansar de chamar Lula de presidiário.
O pai carregará o golpe como uma cruz às costas e seu filho, como presidente, terá de desmentir à imprensa, a toda hora, a possibilidade de novo golpe. Espera-se que as Forças Armadas se mantenham caladas depois do vexame de quase embarcarem numa intentona armada logo por um capitão do Exército. Cadê a decantada hierarquia dos militares?
Pior foi o povo levar o miliciano Flavio Bolsonaro a liderar no 1º turno, sabendo que seu pai, solto, pode engendrar uma nova tentativa de ditadura. Direitos, o bem que logo se perde em regime autoritário, o povo ignora. Já pensaram em sermos governados pelo Bolsonaro pai e filho, ao mesmo tempo? Como se fossem uma família real e estivéssemos numa monarquia? Com um povo subserviente consagrando no voto o herdeiro do trono e com o pai ao lado, de cetro na mão, mostrando quem é que manda de verdade e se vingando do Brasil por tudo o que ocasionou em sua honrada existência.
Não é sonho nem pesadelo tamanha perspectiva, foi um povo soberano com o dedo podre para escolher seu destino. Está nas mãos dele não prejudicar sua família, seus filhos e netos, seu emprego, sua subsistência, ele próprio ser enterrado, lembrando que Bolsonaro já esclareceu não ser coveiro durante a epidemia da Covid.



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