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METÁFORA

Lula pode descansar em paz. Livre da patrulha filosófica de uma elite intelectual metida a besta que procura enquadrar suas metáforas no raso ou sem saliências. Foi dada a partida para as eliminatórias da Copa do Mundo. O futebol é um prato cheio de metáforas. Capaz de mexer com a auto-estima dos jogadores e escrever a epopéia de 2002 no Japão, depois da humilhação sofrida na França a partir das convulsões de Ronaldinho. Um esporte que destruiu a vida do goleiro Barbosa porque tomou um frango em 1950. Desgovernou um Sócrates em 1982, que nunca se aprumou como técnico nem comentarista, em sendo doutor.
As metáforas se concentrarão no ego, já que a vaidade é uma armadilha fatal. Como reverter ao espírito amador campeões profissional e financeiramente realizados? Como descobrir se existe oxigênio na chama e ambição de cada um, se ganhar não faz mais do que obrigação? Mas não adianta varrer inconveniências para debaixo do tapete, a caixa-preta do futebol não resiste às pressões pela vitória, logo se investiga quem faz corpo mole, pipoca ou prevarica. Atingir a moral de outrem é a tônica para subir ao pódio.
A exemplo do duelo entre os poderes Executivo e Judiciário, iniciado no paralelo entre a realidade dos magistrados e a do cortador de cana, em que Lula evidenciou uma nostalgia fora do tom do Lula sindicalista e cubano que se esvai, em favor do doktor Palocci que segue à risca o receituário médico do FMI.
O que deu margem a Mauricio Corrêa, presidente do STF, contra-atacar a “peroração, do ponto de vista aristotélico, peripateticamente no palco, indo para lá e para cá, e, do ponto de vista figurado da exacerbação da linguagem, cometendo certos impropérios que depois precisam ser corrigidos pela habilidade de José Dirceu”. Uma afronta aos poderes constituídos? Em idioma que mistura latim e grego no jargão forense? Do tipo “me entendam se vocês conseguirem”? Um petardo arrasa-quarteirão para desestabilizar o centralismo vigente concentrado em defecções stalinistas ou cooptações para poder governar.
O poder se esgueira pelos desvãos de palácios à mercê de aristocratas do saber, deslumbrados com a ascendência atingida, gravitando numa órbita distante do imaginário popular, que reza, reza, reza, e nem sempre alcança.

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