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MOROGATE

Foram reveladas as conversas entre o ex-juiz Moro e Dallagnol (dentre outros procuradores) pelo jornal on-line americano The Intercept, cujo editor é o premiado jornalista Glenn Greenwald, que vive no Brasil. Deixam claro a armação na Operação Lava-Jato, especialmente a parcialidade e a motivação política para prender Lula. O conteúdo é relevante e irrelevante é a prova ter sido obtida de modo ilícito. Aliás, tese que o Moro defende e incorporou ao seu decálogo de medidas de combate à corrupção que enviou ao Congresso. Sempre se dizia que Moro não era juiz e sim promotor, xerife, investigador, delegado, o chefão da força-tarefa da Lava-Jato, de forma sistemática e reiterada ofendendo o instituto da isenção, princípio tão caro e fundamental ao Poder Judiciário. Moro divulgou grampos ilegais de uma conversa entre um ex-presidente e uma presidenta da República, desacatou publicamente a decisão judicial de um desembargador e, como cabo eleitoral de Bolsonaro, retirou o sigilo da delação de Palocci, louco para incriminar Lula, na véspera do 1º turno da eleição presidencial – conquistando mui justamente o Ministério da Justiça. Sem contar que a quadrilha do Judiciário do Paraná estaria mancomunada com o Tio Sam para utilizar o mesmo modus operandi – para o bem e para o mal – do aparato americano que reprime crimes dessa ordem, bem como os ianques se mostravam interessados em afundar nosso país em crise para recuperar seu lugar na nossa economia, em razão da desmoralização das grandes empresas de engenharia pela Lava-Jato face à corrupção desenfreada. Dentre as revelações, Dallagnol tinha dúvidas sobre a culpabilidade (o conjunto de provas) de Lula no caso do tríplex de Guarujá, o juiz supremo Fux é tratado como parceiro fidedigno da quadrilha e a Globo é sócia, agente e aliada de Moro, segundo Greenwald. Isso configura, onde couber, um Estado de exceção (ao não respeitar as leis e rasgar a Constituição), ou paramilitar (regido por um perfil policialesco de prisões espetaculosas) ou miliciano (se matando Marielle, Teori, dona Marisa), a partir de um projeto golpista que visava alijar Lula da eleição de 2018, graças a um ardil pretensamente jurídico e sem paralelo na História do Brasil, prendendo-o sem provas. Golpe que aconteceu com a adesão do Poder Judiciário, que permitiu o impeachment de Dilma e as falcatruas do marreco de Maringá, resultando numa fraude a eleição de Bolsonaro, atos jurídicos esses todos passíveis de anulação desde a condenação de Lula até a sagração do feitor da Casa Grande & Senzala. Uma futura vaga na Corte Suprema assegurada a Moro se o maior escândalo de corrupção na história do País foi manipulado e Lula vítima de uma maquinação? Para impedi-lo de concorrer a um novo mandato por um grupo de desembargadores em torno de Moro? Só porque Lula venceria a disputa? Para bater o martelo, a Constituição determina, para que haja isenção num processo judicial, que não haja vínculos entre o juiz e a parte acusadora, neste caso, o Ministério Público. Não devem trocar informações nem atuar fora das audiências. Para o juiz não se contaminar e proceder como um inquisidor.

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