Não se pode julgar os espíritos pela aparência, como nós, encarnados, só fazemos aqui na Terra. Não têm olhos para nos enganar, nem fala mansa para ludibriar nosso bom senso, nem beleza exterior, somente se comunicando através do pensamento, que prescinde de frases bem elaboradas e concatenadas para se fazer entender. O que os espíritos têm para dizer chega em nós de uma só vez e completamente inteligível. Quem psicografa gasta um tempo que não tem termos de comparação com que o espírito deseja passar diretamente para o ser terreno, num rompante que imediatamente se entende. Mas, se alguém tentar explicar a mensagem proveniente do espírito para os outros, leva um tempo imenso até responder a perguntas do tipo quem é o Espírito, qual a frequência com que se comunica; e, se Ele não for atendido, quais as consequências; considerando o porte da empreitada, por que tamanho pedido, onde Ele quer chegar?; é uma provação ou missão?
O Espiritismo não dá importância para a atração física, salvo se for para cruzar os destinos e ambos começarem uma relação que dará frutos. Nem tampouco se importa com o acúmulo de saber sem que daí nada extraia para desenvolver o caráter humano. Voltado para os problemas da alma, o Espiritismo não confunde o amor pelo próximo com encontrar sua alma gêmea, conforme é cultuado no mundo dos encarnados.
Atração física e alma gêmea são atributos da matéria, enquanto cruzar os destinos é de ordem espiritual, já que decorre do que aconteceu em vidas passadas e o débito precisar ser saldado nesta existência. Por ambos. Mas nada impede que não se intercruzem.
NÃO SE JULGAM OS ESPÍRITOS PELA APARÊNCIA



Deixe um comentário