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O BRASIL LAVA MAIS BRANCO

O Brasil alcançou o galardão do país das Nações Unidas que apresenta as maiores desigualdades sociais, contendo na essência uma França e uma Somália. Quem vaticina é o sociólogo suíço Jean Ziegler, Comissário de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Alimentação, com a autoridade de quem estudou a lavagem de dinheiro ao escrever “Como os banqueiros suíços ajudaram a financiar a máquina de guerra nazista”. A Suíça não possuía matéria-prima, mas o capital do mundo inteiro curvava a seus pés diante da garantia do sigilo bancário, merecendo a comenda de “a Suíça lava mais branco”.
Graças ao seu livro, encarado como lunático pelos helvéticos, virou peça eleitoral e removeu a Suíça da condição embaraçosa de colher juros às custas do sangue de outros povos ao proteger fortunas de ditadores africanos e cucarachos, bem como de negociantes libaneses radicados na praça que vos fala.
Xingado de desequilibrado, analfabeto funcional e desinformado pelos tucanos, o protótipo de Monsieur Hulot, o inesquecível personagem de Jacques Tati, corroborou sua fama e aparência, ao afirmar que o Brasil vive uma guerra social, cotando os famintos em 23 milhões – é maluco mesmo, são 50. As cadeias de São Paulo são um inferno, como tem ladrão e assassino, imagine se soubesse que 40 mil por ano falecem contra a própria vontade, aqui fora.
Imagine se soubesse que delegacias, fóruns, quartéis, presídios e até concessionárias de automóveis, são alvo de granadas que explodem nos cornos da polícia que rouba, mas faz, faz por assalto a prisões para resgatar companheiros de cela que metralham sem dó nem piedade quem não entender seu dilema. A Colômbia é aqui, não mais o Haiti.
Onde Ziegler pega pesado é nos latifúndios brasileiros, afinal de contas, 80% da população já vive no litoral e apenas 20% dão duro na enxada, se tanto. Ele passou da conta ao denunciar o racismo que põe os negros abaixo da linha de pobreza, imagine se soubesse que o capitão Ailton Moraes Barros denunciou o Exército ao Ministério Público por tirar prazer no uso desabusado de alcunhas como negão, crioulo e macaco, ou pedir documentos ao flagrá-lo sem farda em atitude suspeita no carro em frente à escola de seus filhos, chegaram a engatilhar e dispararam a paralisia facial na filha.
Acrescenta a lápis no relatório que o trabalho escravo campeia no Maranhão, apesar de não tê-lo visitado, arrematando com uma piada: o país que não respeitar os direitos humanos pode perder o crédito no exterior. Imagine se soubesse que o PFL do Maranhão quer ressuscitar o projeto da Lei da Mordaça, que proíbe o vazamento de informações sobre investigações feitas pelo Ministério Público. Para coibir abuso de autoridades que violem a imagem e a honra de políticos ilibados e constrangimentos à população como a foto exibida com a dinheirama que iria ser escondida debaixo dos lençóis maranhenses.
É muito natural que um dos maiores pensadores da realidade brasileira, Caetano Veloso, esteja todo enrolado, por não saber escolher entre Serra, Lula e Ciro, descartada Roseana. Bota fé no pessoal da USP, gente mais civilizada e moderna, que desmantelou as oligarquias antiquadas de ACM, Jader Barbalho e José Sarney, mas ao comemorarem 8 anos de mandato querem deitar o olho no infinito, se perpetuando no poder como o PRI do México. Talvez seja o momento de Lula, mas a esquerda sempre se divide e a direita sempre se une. Do Ciro, ele elogia o sotaque nordestino bonito.
Não vê necessidade na música brasileira de uma nova Tropicália, de uma nova Verdade Tropical, os movimentos se fazem somente quando necessários, em que a sociedade está a exigir uma nova atitude, drástica e radical que o leve a violentar-se. Dizendo tudo que vem à mente, literalmente roda a baiana e se revela atrás do trio elétrico dizendo a que veio, “nasci para ser célebre, eu entendo das políticas”.

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