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O JULGAMENTO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SE ASSEMELHA A UM POLIEDRO

O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre a cassação da chapa Dilma/Temer se assemelha a um poliedro: tem muitas faces. Se Aécio, o donatário da queixa-crime eleitoral, tivesse vencido a contenda, o PT não iria questionar a derrota na Justiça para não fazer jus à pecha de mau perdedor com que o Mineirinho ficou. Engavetando assim, e mais uma vez, irregularidades na campanha do PSDB, igualmente graves se comparadas com as do PT, conforme apontado pelo ministro Herman Benjamin, seja em montante escuso ou os mesmos doadores corruptores. Quando Aécio só pretendia “encher o saco da Dilma” (palavras do próprio desbocado) com essa ação, que se baseava essencialmente na alegação de que a chapa vencedora teve sua campanha irrigada com dinheiro de corrupção e de caixa dois. Tanto a prestação de contas da chapa como esta ação foram arquivadas pelo TSE, tendo sido desarquivadas por manobra do ministro Gilmar Mendes, como também contemplar as delações premiadas da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, à época interessado em manter a espada de Dâmocles sobre a cabeça de Dilma – a ser usada se o impeachment não vingasse. O cerne da corrupção consistiu na livre iniciativa aliás sempre ter municiado as campanhas mais representativas com caixa dois, seja de qual chapa for (em 2014, PT – Dilma, PSDB – Aécio e PSB – Marina), conforme observou o ministro Herman Benjamin, para cobrar a conta em obras ou negociatas quando eleita fosse a chapa, situacionista ou oposicionista. Na transição das eleições para 2015, a operação Lava-Jato começou a descobrir que propinas da Petrobras também financiaram a campanha vencedora de Dilma ao passo que as contribuições para Aécio permaneceram voluntárias e limpinhas. Embora as delações da Lava-Jato só estivessem sendo homologadas pelo juiz Moro, não necessariamente validadas na íntegra e muito menos consideradas como fato consumado, porque ainda em primeira instância na sua grande maioria, e algumas até de origem controversa, arrancadas sob coação da Justiça de Moro. O equívoco maior desse julgamento foi ter se estendido até o terceiro ano de mandato presidencial sob o temor de que o impeachment de Dilma fosse barrado no Congresso, quando o exame da impugnação não deveria exceder o primeiro ano de mandato para que o país tivesse segurança sobre o presidente eleito e a tempo de convocar novas eleições, se fosse o caso. Mas o juiz e coronel Gilmar Mendes sabia que presidia um tribunal acovardado e fraco composto de uma Poliana omissa, dois juízes (advogados) nomeados recentemente pelo Temer e um Napoleão convertido ao islamismo pregando a decapitação perante o seu autoritarismo manipulador que não só fez parte do golpe para tirar a Dilma do poder, como também de manter Temer no trono a bem de contribuir para a estabilidade no país. Enquanto o ministro Herman conseguiu reunir um inquestionável oceano de provas que embasaria a cassação da chapa, o consenso geral, o juiz Moro, reconhecidamente inquisidor, prefere que Eduardo Cunha não faça delação e que cumpra a pena como exemplo de linha-dura a seguir, sonegando vasculhar a República de Temer e do PMDB, que inevitavelmente repercutiria no PSDB. Além de absolver Claudia Cruz, ao se assegurar dela não lavar dinheiro da fortuna que seu marido Eduardo Cunha roubou. Qual lado do poliedro você escolheria?

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