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O PESO DE UM NOME

Pensávamos que o casamento ia deixá-la feliz, já que quem padece de anemia é a Rosinha. Mas sua imagem começa a ser associada a bate-bocas, ao quase sair no braço com uma eleitora por conta de enchentes que encheram o saco do paulistano. Desafia qualquer um a ser prefeito e resolver o problema do transporte urbano em repto lançado na TV, desqualificando questões levantadas por colunistas políticos tucanos. Menosprezando um pensamento hegemônico que tira sarro da abjuração do discurso e princípios petistas em revanche à lavagem cerebral sugerida por FHC em relação a tudo que escreveu como sociólogo – todos irmanados para bem governar o Brasil e coesos com o pensamento único da política econômica.
Se antes já a acusavam de não ter a cara do PT, se somou agora a arrogância, reforçada pelos traços duros que sua fisionomia incorporou, perdendo o viço da beleza que irradiou por ocasião da oficialização de sua união com Favre. Um casamento para ninguém botar defeito e de fechar o comércio. Para funcionar como uma pá de cal nos muitos anos de convivência com Eduardo Suplicy, o cidadão mais politicamente correto do país. Um casamento e separação que transpiram felicidade e constrangimento, cujo carinho da senadora Heloísa Helena, embora transbordante, não alivia a cabeça-inchada.
Irrita-se com o disse-me-disse de ganhar a Embaixada da França como compensação de uma eventual derrota na campanha para reeleger-se prefeita. Não consegue conter as lágrimas diante das câmeras, ao não assimilar a dor de ser questionada por continuar usando o sobrenome do ex-marido: “Se hoje eu tivesse uma filha, diria para ela para não usar o sobrenome do marido. A gente constrói a vida profissional com o nome de casada e depois, se há separação, não tem como tirar. Vivi mais tempo com este nome do que com o de solteira. Durante a inauguração de obras públicas, quando vejo Marta Suplicy nas placas, acho injusto. Falta o sobrenome do meu pai”.
Na arena política, quem iria se interessar a quantas anda o casamento da ex-aeromoça Alexandra com o governador do Maranhão? Embora ela o tenha feito dançar nas suas asas, enfeitiçando José Reinaldo e mandando no seu Estado. O que importa é que Alexandra, a Grande, afastou o clã Sarney do comando político do Palácio dos Leões. A quem interessa as conquistas amorosas do governador de Pernambuco, afora aos garanhões da terceira idade, quando troca de miss como se fosse de carro?
Não é de hoje que homens cuja barriga avança a idade fazem questão de ter seu ego adulado por beldades, gatinhas e modelos, bafejados por um simulacro do Complexo de Electra. Tão démodé quanto grotesco, a pedir um Toulouse-Lautrec para retratá-los numa obra de arte e fazer jus a serem pendurados na parede.
Como boa sexóloga que foi, Marta conhece do ramo. Sabe que no mercado dos casamentos o que conta é a noiva. A platéia se reúne para tricotar sobre o vestido, o bolo, a lua-de-mel, a origem do consorte, os planos para o futuro. Em suma, sua felicidade e, sendo política, se nos inclui.
Mas sem perder a ternura, companheira. Custou caro manter o sobrenome ilustre, está pesando na balança. Imagine se Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, tão ao gosto do casal, iriam cometer esse erro.

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