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PETRARCA E O AMOR ETERNO NÃO REALIZADO

Francesco Petrarca foi um poeta famoso dos anos 1300, tradicionalmente chamado o pai do Humanismo. Ele escrevia em latim e acreditava no imenso valor prático do estudo de Roma e da Grécia antiga e sua produção literária, isto é, no estudo do pensamento e da ação humana. Embora sendo italiano originário de perto de Florença, veio a parar em Avignon, no sul da França, quando seu pai, ligado ao Papa Clemente V, para lá se transferiu no êxodo temporal do Vaticano. Foi em Vaucluse, numa região fantasmagoricamente rochosa de 2 mil metros de altitude, banhada por um rio cuja fonte é dali mesmo e se estima em mais de 300 metros de profundidade, de uma coloração verde exalando pureza e sabor cristalino, de onde se divisa um castelo que, de tão inexpugnável, hoje virou ruínas, que Petrarca se apaixonou por Laura num tempo que ele próprio viria a classificar de Idade das Trevas, tornando-se referência em substituição à Idade Média. Mas Laura optou pelo claustro de uma vida de monja, o que repercutiu em 366 poemas que Petrarca escreveu pensando nela. E a uma celebração do amor perpetuada por toda a parte de Vaucluse, mesmo não consumada entre eles, quase 800 anos depois. Donde se conclui que o amor mais sublime é o que não pôde ser desfrutado, igualmente a exemplo de Romeu e Julieta e Tristão e Isolda, e que acabam virando lenda.

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