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O PROBLEMA DO HOMEM É O PÊNIS

O problema do homem se encontra no próprio pênis, pois nunca se sabe para onde ele se inclina, embora a tendência seja se acomodar à esquerda, numa típica atitude gauche, característica dos desengonçados com receio de qualquer ambiente em que ingressem por temer uma inoportuna avaliação que os envergonhe e os obrigue a pôr o rabo entre as pernas. Tudo porque o pênis olha o mundo sob uma perspectiva egocêntrica, forçado pela necessidade de exibir superioridade ao ter que garantir rigidez e volume de jogo para mostrar que domina no brincar com coisa séria.
L’état c’est moi, o lema do absolutismo nas monarquias francesas dos séculos XVII e XVIII, bem se aplica ao pênis, que também é louco de pedra como Napoleão. Sempre acha que “sou mais eu” – até encontrar uma mulher de peso que o derrube.
Poder é “phoder”. Dois poderes se conflitam no mesmo corpo: o homem no poder e o poder do pênis, que não é a mesma coisa. O desejo do homem pelo poder é tão alucinado que acaba entrando em choque com o próprio pênis, que tem razões que só a filosofia de botequim conhece.
O pênis mantém uma evidente relação de independência com seu suposto dono e portador. E prova atirando pra tudo quanto é lado. Não costuma levar em consideração o que o homem procura; costuma se antecipar com soberania.
O pênis não se esconde sob o manto da hipocrisia e se manifesta quando bem entender. Não ouve apelos à razão; a comunicação é precária quanto mais o intelecto for desenvolvido. O pênis é surdo. Fala babando, mas sabe o que diz.
O resultado de toda essa autonomia é o estrago que vem causando a carreiras como as de políticos, artistas, doutos professores, atletas, pilotos de avião, a livre iniciativa, eu, tu, vós, eles. Não adianta possuir uma elevada consciência porque o pau fala mais alto e dirige com imprudência. Imagine se ele vai esperar um pouquinho ou dar um tempo, se é apressado e está acostumado a comer cru. Além do mais, o pênis, se mal utilizado, corta a cabeça de quem quer que seja sem dó nem piedade. Simplesmente porque não tem bandeira por defender.
No seu rastro, o pênis vai deixando vítimas que nunca mais se recuperarão dos vexames por que passaram. Sem contar os filhos por nascer, que farão proliferar a indigência sexual reinante, e as desiludidas e mal pagas que não creem conter no sexo um pingo de amor. É tudo uma grosseira ilusão que só serve para desbaratar o casamento de costume. 
A solução é castrar tamanho inimigo que não tem o menor respeito pela integridade e moral do homem. Não cai bem nele a pecha de compulsivo sexual. É mais macho ou doente da cabeça? Para os seus netos, uma lenda ou um animal irracional? O sexo, representado na espada, é quem comanda os passos do homem? Não devia ser o amor? Mas, castrado, o amor não encontra canal para fluir. Como sexo e amor não conseguem viver um sem o outro, o pênis se prevalece da disputa de ambos pela primazia, cresce, se agiganta, se supera, alça voo e se torna um problema para o homem, enterrando seu nome a zelar na primeira curva do rio.

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