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MANJAR DOS DEUSES

Inspirado no Espírito Emmanuel

Há quem faça do ato de comer a razão de ser de sua vida. O que, em outras eras, já foi procriar sem pensar nas consequências, quando o planeta não era superpovoado. Há criaturas que associam o prato de comida ao continuísmo simplista que regula a espécie animal, restringindo o mundo a uma mera satisfação fisiológica, quando alimentam a alma tal como o solo e o adubo fazem com a semente.
Se lhes fala do espírito ou de sua eternidade, bocejam despreocupados, quando não avidamente procuram outro assunto.
Embora ninguém possa negar ao estômago sua valiosa e indispensável colaboração à experiência física.
Urge, no entanto, entender as necessidades do espírito imortal que habita o corpo humano, imperativas para o futuro estágio a que o homem deve se habilitar. Através do esclarecimento pelo estudo, do trabalho como força motriz do intelecto e da virtude que iluminará sua trajetória.
Quem consome o tempo, direcionando obsessivamente todas as forças da alma às fantasias do corpo, sejam de ordem alimentar ou sexual ou mesmo atrelado à dormência de um sono sem fim, cedo ficará retido nas malhas da perturbação, imerso na inutilidade ou à sombra do atraso espiritual.
Para os obcecados com o “manjar dos deuses”, o apóstolo Paulo prevenia quanto ao dia em que os manjares não mais fascinarem o estômago. Posto que, progressivamente, envelhecemos, a digestão se desorganiza, os sentidos se tornam inócuos para reger como um maestro o deleite do sabor dos manjares. As dores avançam, o diagnóstico vacila. Paulo avisa que Deus aniquilará os ventres e os manjares para despertarmos desse longo sono, no qual nos alienamos sustentados por suculentos pratos de comida. O que nos impede de fazer contato com a espiritualidade, retidos pelo estômago.
Ainda dá tempo para romper com esse condicionamento, pois que nossas faculdades criativas são veneráveis e sublimes, bastando nos humanizar mais para ascender a uma dimensão ainda não conhecida, sequer identificada segundo nossos padrões limitados, por ser de outro Mundo.

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Antonio Carlos Gaio
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