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A MALDIÇÃO DE PAULO FRANCIS

Não que por trás de cada dossiê não exista um canalha.
Não que por trás de cada privatização não exista uma negociata.
Não que por trás de cada mensalão não exista um chefe de quadrilha, cidadão acima de qualquer suspeita.
Não que exista um inferno onde um Ministro da Fazenda arda em chamas por quebrar o sigilo bancário de um caseiro, depois de incensado por sua gestão que agradou a gregos e troianos.
Com Brasília voltando a albergar Maluf e Collor, Garotinho tornou-se a cereja do bolo da ética a ser servido para os estados de PIB mais rico que consagraram Alckmin nas urnas. Que restará aos nordestinos do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste?
A ética contra a corrupção. Toda vez que se tenta pôr um pouco mais de povo no poder, a burguesia se irrita com os abalos em seus domínios soltando impropérios contra a banalização da falta de nível – não perdoam nem regurgitação. Não sossegam o periquito enquanto não derrubarem essa nova ordem com ares de caos para manter sua casta emplumada no comando da verdade tropical que é o Brasil. Nem o Gilberto Gil à frente da cultura consegue fazer a cabeça do mano Caetano.
O mar de lama soprado pelo Lacerda, as vassouradas do Jânio, o golpe dos militares, o caçador de marajás de Collor. Sempre contra a corrupção. De que adiantou, se a História só consagra Getúlio e Juscelino como estadistas de peso? Também quem manda o PT entregar o ouro pros bandidos com seus desmandos denunciados pelo patriota Roberto Jefferson?
Os alckmistas estão chegando, atrelados ao continuísmo da paulicéia desvairada, fixada no estado industrializado, rico e privatista contra os grotões famintos de Bolsa-Família, a esmola. O provincianismo de trocar o Aerolula por hospitais.
Possuídos pela maldição de Paulo Francis, quiseram até trocar o povo. Traídos pelos olhos rútilos da obviedade em votar contra Lula como num plebiscito – se pudessem, o arrancariam do poder à força. Quando o voto é um instrumento para ser usado a favor, em nome de um projeto ou proposta, de uma política econômica adequada aos seus princípios como privatizar o Banco do Brasil ou criar empregos, ao invés de subsidiar o sustento do pobre com bolsas e mais bolsas. A se identificar com a figura de Alckmin que, através da gomalina, procura esconder sua calvície com restos capilares que teimam bater em retirada.

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