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CAÇA ÀS BRUXAS

Bussunda abandonar o barco antes do tempo foi um mau presságio. Se não puder falar mal no inferno da derrota, que resta ao torcedor? Quem quiser se abrigar em seu espírito maternal e na blindagem do politicamente correto, que faça bom proveito.
Que história é essa de transformar em jogo de compadres a disputa com os franceses em virtude da maioria ser companheiro de clube europeu? Esqueceram de avisar o elegante e magro Zidane, que está se despedindo do futebol em alto nível. Ao contrário de Ronaldo, que teve a audácia de querer se recuperar de sua obesidade em plena Copa. Isso é chamar o técnico de burro. E a nós, torcedores. Ficar atarracado, perder o pescoço, crescer nas mamas, é troço que qualquer artista de cinema e TV tira de letra. A sobrevivência fala mais alto. Mas a seleção brasileira está com a vida ganha; nós, os órfãos, é que não.
O técnico não podia se deixar levar pelo prestígio de jogadores como Cafu – que se acha imortal. Melhores que ele ainda são o capitão do tri, Carlos Alberto, e o bicampeão em 58 e 62, Djalma Santos, que acabou de casar aos 77 anos. Parreira injustiçou Robinho e Cicinho por receio em substituir e não dar certo, por pavor em mexer no time e por medo de perder. O teimoso não é como o Felipão que usou todos os 21 jogadores na Copa de 2002, surpreendendo a Turquia com a arrancada espetacular do reserva e gordo Luisão no 2º gol.
Onde já se viu o tecnológico Parreira treinar a seleção todos os dias em um campo reduzido e com os jogadores fora da posição? Peladas e mais peladas em vez de esquema tático para aprender a se livrar das ciladas de outros técnicos. Descansado na auto-suficiência de não ver limitações no seu time, bastaria apenas fazê-lo jogar sem a bola. Não havia plano B nem C, Parreira fracassou ao não conseguir trazer o futebol jogado pelas estrelas na Europa para a seleção. À espera de um milagre que não aconteceu.
O esquema tático de Parreira falhou por onde não soube encerrar a carreira de Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, os mesmos que não participaram do quadrado mágico que venceu brilhantemente a Copa das Confederações. Por onde apagou o brilho do astro Ronaldinho Gaúcho, propagado em dezenas de anúncios e outdoors. Por respeitar o currículo do Kaká do Milan em detrimento de Robinho, reserva no Real Madrid. Por jogadores se comportarem como robôs perante a ditadura do técnico. Já vai longe a geração de 58, que abriu caminho para mostrar ao mundo a magia de nosso futebol, quando impôs Pelé e Garrincha ao gordo Feola. Como todo técnico, não enxergou o óbvio.
Não há outra coisa a fazer senão enterrar esse timinho. O primeiro a comer capim pela raiz é Roberto Carlos, ainda mais depois de mandar a torcida que o apupava calar a boca. Favoritismo, onde? Já foi para a cloaca.

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Antonio Carlos Gaio
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