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CAPÍTULO CLXXI – DESENFERRUJAR O CORAÇÃO

“Contar-vos-ei o que me ocorreu logo após o meu restabelecimento na Vida Maior” – oito anos depois de seu desencarne, meu pai se manifesta em mensagem espírita de 11 de julho de 1987. “Fui chamado à presença de um mentor em ato solene, dentre outros que seriam questionados, para esclarecer minha condição de especialista em obras de assistência, apesar de haver trabalhado por bastante tempo na atividade comercial. Reconheci nos filhos da penúria os meus próprios irmãos, mas devo observar que nem sempre era tolerante com os que não se afinavam com meu modo de ser quando encarnado. Nem sempre me empenhava para conhecer as provações deles, faltando espírito de caridade e paciência. Mas soube desculpar sinceramente os que me prejudicaram” – fui testemunha do que meu pai confessou, por mim encarado como eventual intolerância e perdão a traições abjetas que sofreu na atividade comercial.
Continuando: “Foi quando pude notar uma alteração em mim. A voz da consciência me ditava a necessidade de mais paciência e compreensão no relacionamento com os outros”.
“Desde menino refletia nos estados da alma de quantos nos batiam à porta da casa. Não sentia qualquer obstáculo para deixar de me entender com os sofrimentos alheios. Chegando aqui, penetrei na dor de lares em que os cônjuges se reconheciam separados e penalizava-me ouvir crianças que ainda não articulavam palavra e que, em pensamento, me contavam os segredos e os receios de suas dores. Passei a desenferrujar o coração a fim de espalhar o otimismo e a esperança, e até mesmo encontrei facilidades para o perdão das ofensas, ao entender que essas ofensas eram o ensejo que a vida me oferecia para que a minha compreensão melhorasse de nível.”
A centésima septuagésima primeira intervenção espiritual, em 29 de julho de 2022, que passou a ser presencial na Fundação Marietta Gaio, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura de “Vinha de Luz”, 79 (“Em combate”), de Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, e estudo preliminar do capítulo 1 (“Não vim destruir a lei”), item 5, 6 e 7 (“O Espiritismo”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
O Espiritismo revela a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo físico. Por meio de provas irrecusáveis que foram modificando como outrora era visto: seu caráter sobrenatural e intérprete de tudo o que procedia do além-túmulo. Para se transformar num conjunto de forças mais vivo e incessantemente ativo que já se vislumbrou na Natureza, à medida que sua fenomenologia foi sendo compreendida, galgando um grau de evolução que permitiu à Humanidade ir paulatinamente assimilando.
A vitória do espírito exige o esforço integral do combatente. É convidado a testemunhos mais ásperos, compelido à batalha solitária, pois a morte interrompeu o acesso a seu círculo íntimo, obrigando-o a refletir numa escala sem precedentes, em razão das necessidades do corpo limitarem o alcance de seu pensamento. Ao correr da vida espírita, é imperioso retiradas, mudanças e retificações, mas muitos se desanimam durante a grande empreitada, voltando, medrosos, às sombras inferiores – assim nos informa o espírito Emmanuel.
Os que perseverarem, todavia, experimentarão a resistência até que o aprendiz absorva a dor em si próprio ao compreender a santificadora regeneração e o consequente senso de justiça espiritual, atingindo a sublime posição de triunfo no combate contra o mal.

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