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DÓI OBSERVAR A INCOMPREENSÃO DOMINANTE

Segundo Allan Kardec em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, o Espiritismo não tem nacionalidade, independe de cultos particulares, não é imposto por nenhuma classe social, pois qualquer um pode receber instruções ou conselhos de seus parentes e amigos do além-túmulo. Haverá sempre os Espíritos que alcançam todo o mundo e aos quais ninguém pode atingir, pois não se atemorizam com a má vontade do homem nem com as perturbações físicas do globo. Não sendo dado a todos penetrar em certos mistérios, salvo se a inteligência do homem estiver apta para compreender as verdades de uma ordem espiritual mais elevada, muito embora, desde a infância, ele faça mais o mal do que o bem, segundo o grande espírita Sócrates. Além do nosso corpo nos restringir para cuidar dele, nos enchendo de desejos, vontades, temores, quimeras e tolices. Se a morte fosse a dissolução por completo do ser humano, seria extremamente vantajoso para as pessoas más que, após sua morte, se livrariam, ao mesmo tempo, de seu corpo, de sua alma e de seus vícios. Constituir-se-ia numa dessas raras noites que passamos sem sonhar e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Nunca se deve fazer o mal a ninguém, seja qual for a forma com que nos humilharam. Não está aí o eterno princípio da caridade que norteia o Espiritismo e nos ensina a jamais retribuir o mal com o mal e perdoar aos nossos inimigos?
Ainda assim, sofrerás perseguições se procurares seguir o código de boas maneiras, à imagem dos exemplos vivenciados pelo próprio Cristo. Se preferes o silêncio, ser-te-ão lançadas ironias à face. Se produzires algo de útil sem exigir recompensa, interpretar-te-ão por louco. Se te valeres de humildade e do perdão, serás francamente acusado de covarde e desprezível. Se, disfarçadamente, explorares o próximo a serviço de teus interesses passageiros, ser-te-á reconhecida tua esperteza e habilidade; contudo, se te dispões para o benefício de todos, considerar-te-ão idiota e servil.
Enquanto isso, no Plano Espiritual, em mensagem de 18 de julho de 1985, meu pai informava que “os problemas que nos surpreendem estão aqui, onde agora me encontro. O nosso consolo é trabalhar e servir no sentido de minimizá-los ou extingui-los. É possível que não imagineis a extensão de nossas lutas. Os grupos se formam e as associações se aglutinam, no propósito de socorrer as vítimas da perturbação em nossos tempos; e, falando com sinceridade, hoje ignoro onde as nossas questões humanas se fazem mais intensas. Se aí ou se aqui. Crede que nos enternecemos vivamente à frente de todos os companheiros, de qualquer faixa etária, que surgem no caminho diante de nossa apreciação, porquanto sabemos que todas essas lutas são lutas humanas que requisitam muito amor e muito tempo a fim de não esmorecerem. Mentalizai conosco o número daqueles que se retiram do plano físico, absolutamente despreparados para a vida espiritual e, sobretudo, condicionados por hábitos que se lhes encravam no próprio ser, e avaliareis a amplitude do trabalho que se nos confere. Conquanto se nos façam mentores constituindo abençoadas fontes de inspiração, estão longe de se responsabilizarem pela solução dos desafios que a criatura terrestre da atualidade nos impõe. As áreas de serviço espiritual no chamado Mais Além são imensuráveis e cada qual de nós pode e deve ser a migalha da cooperação eficiente para que a fraternidade se faça compreendida. Nos dói observar tanta incompreensão dominante na maioria dos setores das atividades da Terra”.

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