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CAPÍTULO CVI – O MUNDO NÃO MAIS SERÁ O MESMO DE ANTES DA PANDEMIA

O mundo não é mais nosso, perdemos nossas referências com a pandemia. Contudo, depois do choque, negação e desorientação vieram sentimentos de altruísmo, solidariedade e comunhão diante do número de mortos, colapso econômico e a crise política que se seguiu, deixando todos inseguros. O confinamento levou alguns às lágrimas e ao pânico, pois não somos preparados para ficarmos paralisados diante do perigo num estado de vigília que tende a nos tirar o foco de tudo o que não está correlacionado ao risco que corremos.
Dando continuidade à investigação espiritual sobre a pandemia do novo coronavírus inclusa nesta mesma série, a centésima sexta intervenção espiritual, em 29 de maio de 2020, em minha residência e em regime de confinamento, se realizou sob a égide da leitura e estudo preliminar da Parte Segunda (Do mundo dos Espíritos), Capítulo IX (Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal), constantes do livro de Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, em que me debrucei sobre o tópico “Faculdade, que têm os espíritos, de penetrar os nossos pensamentos” desdobrado em questões (nº 456 a 458) respondidas por Kardec, assistido por espíritos regeneradores. A escolha do aludido tópico se deveu à tentativa de conectá-lo ao confinamento ou à pandemia (ambos se confundem). Agora é o tema que se pretende desenvolver e que conduz à pesquisa na doutrina kardecista.
Os Espíritos podem ver tudo o que fazemos, sendo comum terdes uma multidão de espíritos que vos rodeiam e observam. Conhecem os nossos mais secretos pensamentos, até os que desejaríamos ocultar de nós mesmos. Nada se lhes podem dissimular. Enquanto os levianos zombam das vossas impaciências, os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.
O confinamento pode nos apequenar diante de um beco sem saída ao pôr em xeque o nosso livre-arbítrio. No domingo do Dia das Mães, eu me refugiei no tempo em que era uma criança, apelando para o colo da mãe, onde lá estaria seguro de qualquer intempérie. Fosse um vento que uivasse sem parar, uma noite escura ameaçadora ou mesmo um espírito sombrio que interrompesse o meu sono. Quando minha mãe me dizia para eu sempre lembrar que ninguém me amaria mais do que ela. Sempre que eu estivesse aflito, ela viria a me acudir. Com a morte da minha mãe perto dos 70 anos, só aí eu descobri que realmente ninguém me amou mais do que ela. Amor suficientemente sólido para me amparar no confinamento e que seu espírito agora acalenta minha alma preocupada e insegura pelo fato de que o mundo não mais irá voltar a ser o que era antes da pandemia. E, para me preparar diante de um novo mundo que se avizinha, somente o amor de uma mãe que me acolheu incondicionalmente como ponto de partida. Até para resgatá-la de onde a mandaram para se curar de feridas provocadas pelo próprio amor, e reaproximá-la de mim. O que só fará bem a ambos. O mundo invisível da Covid-19 atuando de conformidade com a recíproca invisibilidade do Plano Espiritual.

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