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CAPÍTULO XCIII – PERDÃO PELOS MEUS PECADOS

É comum o homem declarar que só se dá valor ao dinheiro quando trabalha bastante e, com o suor do seu rosto, acumular bens. No entanto, quanto mais conheceu por si mesmo as dores ocultas da miséria, tanto mais deve se empenhar em ajudar aos outros e não se tornar egoísta. É comum o novo rico atormentar o infeliz que implora sua ajuda, com a história de suas habilidades, e, ao invés de socorrê-lo, pronunciar-se com orgulho: “Faça como eu fiz!”. O mérito cabe somente a ele e a bondade de Deus pouco tem a ver com sua inteligência e capacidade, não compreendendo que, com uma só palavra, Deus pode cegar seu orgulho.
Por outro lado, desperdiçar a riqueza não é desprendimento dos bens terrenos. O gasto irresponsável não é generosidade, bem pode ser atitude de descaso, menosprezo ou desdém. Se o homem não tem o direito de esbanjar ou gastar somente em seu proveito, há que aprender a usufruir em nome de todos, caso contrário, em virtude de infortúnios imprevistos, terá de aprender a perder sem reclamar.
Porém, assim como Deus vos deu e tirou, bem vos pode devolver! Resisti com coragem ao abatimento e ao desespero que paralisa vossas forças! Nunca vos esqueçais: quando Deus vos testa através de uma aflição, sempre coloca uma consolação ao lado de uma rude prova. Mas também não é para desfazer-se do que possua para engrossar a população de rua, seja por entrar em conflito com a família ou com o seu meio, pois se tornaria uma carga para a sociedade.
A nonagésima intervenção espiritual, em 8 de novembro de 2019, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 14 (“Desprendimento dos bens terrenos”), do sétimo ao décimo primeiro parágrafo, e item 15 (“Transmissão da riqueza”) do capítulo 16 (“Não se pode servir a Deus e a Mamon”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Em suma, se sois pobres, não invejeis aos ricos, pois a riqueza não é passagem obrigatória para ser feliz. Se sois ricos, lembrais de que vossos bens apenas foram postos sob a vossa gestão na presente encarnação, e que deveis justificar o seu emprego, tal como se fosse uma prestação de contas de um empréstimo, jamais os direcionando para vosso orgulho e sensualidade. Não vos arrogueis o direito de dispor unicamente para vós o que recebestes; se não sabeis restituir o que vos foi confiado, consequente a perda ao direito de pedir. Pondo em risco o mais importante pedido e do qual tanto abusamos: perdão pelos meus pecados.

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