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CAPÍTULO XLIII – NÃO ACREDITEIS NO TOTAL ENDURECIMENTO DO CORAÇÃO HUMANO

Minha amiga e leitora do Rio Grande do Sul, Marilene Schmarczek, nos desperta para o quão desapercebida a Humanidade se faz sobre seus deveres e os enfrentamentos de cada um para consigo, constantes das reflexões nos capítulos dos “escravizados aos instintos” e “tocar o céu com as mãos”.
Ele precisa ser convencido pois suas convicções começam a titubear e a falhar. Em razão de haver se tornado antiquado e rígido. Angustiado por perder terreno, evidenciado pela incoerência, em amiúde romper com o que combinou, sem o menor compromisso. Não acrediteis, no entanto, na secura e no total endurecimento do coração humano. Ele cede, mesmo a contragosto, ao verdadeiro amor. É como se fosse um imã ao qual não se pode resistir. Terra, morada das provações e de exílio, a nos compelir à prática da caridade, à humildade, tolerância, paciência, dedicação, à resignação e ao espírito de sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Quando constatarem os benefícios extraídos desta postura, os mais rebeldes e os mais viciosos lembrar-se-ão de Ernest Hemingway: “O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade”.
A quadragésima terceira intervenção espiritual, em 18 de agosto de 2017, se iniciou com cânticos no intuito de abrir caminho para os espíritos curadores, prosseguindo com a leitura e comentários sobre o item 9 (“A Lei de Amor”) do capítulo 11 (“Amar ao próximo como a si mesmo”) do livro de Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Desde o maior até o menor, todos vós possuís a chama desse fogo sagrado que é o amor, cuja essência é divina. Mesmo o pior dos homens, o mais perverso, o mais criminoso pode nutrir por um ser uma afeição viva e ardente, à prova de tudo que tente diminuí-lo, muitas vezes atingindo proporções admiráveis.
Existem indivíduos que dedicam tesouros de amor aos animais, às plantas e até mesmo a objetos materiais. São os solitários, críticos da sociedade, reclamando da Humanidade em geral e resistindo contra a tendência natural de sua alma que procura ao seu redor afeição e simpatia.
Porquanto o vosso afeto é que vos torna egoístas, limitados a um círculo de parentes ou de amigos, no entorno de quem amais, e todos os demais sendo indiferentes a vós.
Muito embora a semente que Deus depositou em nossos corações ao nos criar, que se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência, ainda que frequentemente comprimida pelo egoísmo, seja a origem das santas e doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis que nos ajudam a percorrer a difícil e dura estrada da existência humana.
E a vislumbrar o ingresso na prática da Lei do Amor, tal qual Deus estabelece como primeiro e o mais importante ensinamento, quando se passa progressivamente a amar todos os vossos irmãos indistintamente. E com a semente com que Deus nos inoculou, um dia destruir o egoísmo sob qualquer forma que se apresente, seja o pessoal, o restrito à família, à religião, aos limites da Pátria ou da nacionalidade. Abraçando a Humanidade. Permitindo que os efeitos da Lei do Amor concorram para o aperfeiçoamento moral da raça humana e a possibilidade de felicidade durante a vida terrena, própria de mundos superiores em que o amor mútuo harmoniza os espíritos (adiantados) que os habitam.

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