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CORAGEM E COVARDIA

Nunca se arrependa do bem que fez, mesmo que se depare com ingratidão, já dizia o Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres. Um tema que costuma ferir a sensibilidade do ser humano, não raro arrastando o seu ressentimento para o resto da vida. Mas não será isso que se repete na vasta escola do mundo? Se o homem tem o hábito de se socorrer indefinidamente dos bons amigos, suscitando inúmeras oportunidades de aprender com o recurso desabusado, ao anotar no quadro-negro da memória as sofridas desilusões ao invés das realizações espirituais resultantes de provações edificantes.
Haverás de achar que foi inútil, pois a ingrata se perdeu em seu caminho tragada pelas forças da ignorância, se é que não irá renegar o benfeitor ou mesmo se voltar contra si, quando sobrevirá uma sensação de injustiça com o tanto que o benfeitor se preocupou com o destino e o aprimoramento do caráter da ingrata – cuidados esses que costumamos dirigir a nossos filhos.
Mas não foi em vão todo o trabalho carreado para reunir as forças do bem em favor da ingrata. Se não ou mal aproveitado, culmina por tornar o benfeitor ainda mais impregnado do bem, o coração mais exposto e disponível a tantos outros necessitados, carentes de apoio ou sustentação, que não irão vacilar fazendo pouco caso da verdade que transita no mundo e nem todos enxergam.
Tamanho estado de espírito causa-lhe um regozijo sem paralelo por celebrar a vida, materializar a felicidade e o conectar com a espiritualidade.
Em contrário senso, as ideias materialistas dos autossuficientes, do alto de seu saber, esforçando-se para satisfazer as dúvidas existenciais que nos assaltam diariamente, mas sem antever maiores esperanças quanto ao futuro, nada esperando após a morte. A incredulidade flagrante se orgulhando de não haver mágica para resolver o mistério do nada além do nada, tachando de alienação a paciência e a resignação dos espiritualistas, ensejando um confronto, de enormes proporções, entre a coragem e a covardia que nos habita, se avançamos espiritualmente para transformar nossa visão de vida ou se recuamos para sairmos ilesos dos riscos que corremos.

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Antonio Carlos Gaio
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