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É PRECISO SER MANDRAKE

O nosso presidente confessa ser um desastre. Um ator frustrado. Não como presidente da República, e sim por não aceitar o convite de Glauber Rocha para aparecer apenas de cuecas em um de seus filmes, o que o poupou de constrangimentos futuros.
É preciso ser Mandrake, nome fictício de um empresário que comanda uma quadrilha de 47 mauricinhos que têm a audácia de assaltar residências de políticos (Marcello Alencar, Moreira Franco, Saturnino Braga, Albano Reis), cantores (Dionne Warwick) e do todo-poderoso ACM, cujo cofre, que continha jóias e uma chave da cidade cravejada de diamantes, foi levado. O último cofre surrupiado de que se tem notícia foi o de Adhemar de Barros, considerado um confisco por parte da esquerda em luta armada contra a ditadura.
Ronald Levinsohn, Ângelo Calmon de Sá e Marcos Magalhães Pinto mantiveram suas fortunas e viverão sempre à sombra, como que incógnitos, receando a face oculta do povo, que quando acusa, não respeita eira nem beira.
Com cara de argentino, o jogador de pólo Ricardo Mansur quebrou ao controlar as redes Mesbla e Mappin. Decretada sua prisão por dever mais de US$ 1 bilhão, ficou deprimido, “prisão é para bandido, não matei ninguém”. Os médicos o aconselharam a descansar em Londres e ele promete dar a volta por cima, imitando Mandela – 25 anos preso. 
Murillão é o assessor do Senado que foi preso por torturar a empregada, ajudado pela ex-mulher. Importou do Piauí a escrava sexual e inseria esferas metálicas quentes no objeto de desejo, a última palavra do arsenal sadomasoquista. Apesar de Mário Covas, seu patrão anterior, nunca ter visto chicotes no seu gabinete. Não obstante o Senado ser pródigo em pervertidos sexuais. Quem não se lembra de José Carlos Alves dos Santos que, além de desviar verbas do orçamento, assassinou a própria mulher? Hoje, solto e convertido, dedica-se à missão de nos fazer esquecer as orgias promovidas às custas do contribuinte.
Nessa hora, pode-se ouvir um conselho de mãe para o filho, de olho no marido que estava exagerando em pular a cerca: “O exemplo vem de cima, meu filho!”. Estripulias de Edmundo, Romário, Felipe, Marcelinho, Edilson e Júnior Baiano nos fazem perder a calma, abandonar uma falsa neutralidade e nos encher de amor e ódio para torcer, seja quais forem as cores.

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