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MEU GORDINHO

Ambos sem máscara, num palanque no Rio de Janeiro, neste domingo 23 de maio, Bolsonaro chamou Pazuello de meu gordinho! Alguma conotação gay? Aparentemente não, pois veio de um homofóbico. Com um gesto mimoso, Bolsonaro estava rendendo homenagens à participação de Pazuello na CPI do Genocídio, que saiu em defesa do genocida, mentindo o tempo todo. É de somenos importância se depôs fazendo pouco caso dos senadores, a ponto de tentar se desvincular do “ele manda, eu obedeço”, pois Pazuello foi capaz de alisar sua própria barriga depois de ouvir “meu gordinho” de seu feitor, em plena praça pública. Em pleno gozo precocemente senil, mais parecendo um cantor castrato (criança ou adolescente com timbre e tessitura de voz peculiares). Sem dar bola para os futuros processos que terá de enfrentar, confiando que o Poder Judiciário não tem moral para colocar um general na cadeia, posando de inexpugnável – mais fácil prender Lula, o maior líder já surgido no Brasil, segundo cientistas políticos estrangeiros. Se Pazuello irá desmoralizar o Exército, qual é a instituição que ele representa? Se não teve a coragem de expulsar Bolsonaro em 1988 por atos próprios de um terrorista ao investir contra seu próprio quartel, optando por reformá-lo numa patente superior. O “meu gordinho” vai ver o que é bom para tosse quando for abandonado à sua própria sorte por Bolsonaro e seus milicianos, no momento em que a Justiça ameaçar prendê-lo. A não ser que meu gordinho, ao se despir da farda, ingresse no mundo da internet e complete seu ciclo como uma caricatura de si mesmo. Enterrando sua carreira melancólica de general, humilhando a apologia que a corporação e Bolsonaro faziam dos torturadores e deixando o Exército atual longe do Exército da ditadura militar. Não teriam capacidade de torturar, executar a esquerda e desaparecer com seus corpos. A julgar pela logística aplicada no combate à pandemia, uma verdadeira guerra, que resultou em 450 mil brasileiros abatidos. Já era para o Exército ter batido em retirada ou ser defenestrado da política, voltando para a caserna. Se os militares nunca inovam ao assumirem o poder, sempre exalando naftalina, mal-acostumados à liberdade de ação, curvados à hierarquia que os disciplina desde a soldadesca. Acabam se corrompendo como a classe política é vezeira, no mínimo, por contágio. São amadores no ramo, e não profissionais, que precisam do voto se bem convencerem seus eleitores. Se tivessem uma visão mais ampla dos problemas brasileiros, conforme apregoam, a corporação não teria apoiado uma política de desinformação e de fake news que sustentam Bolsonaro, se defendem a ética, a honestidade, a lisura e a correção. Não precisa nem ser medianamente inteligente para perceber a incoerência. Salvo se a opção for ideológica, acima das demais questões, seja de que ordem for, a juízo do Exército.

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