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MISCELÂNEA

Primeiro deixai crescer o bolo, para depois dividi-lo. Até os salmos de Delfim Netto são chupados como verdades acacianas e incorporados aos sermões veiculados na Hora do Brasil. Cada palavra, sentença ou opinião de conteúdo ideológico que o presidente Lula emitia ao longo de sua caminhada rumo ao Planalto, muda de sentido, de lado e de caráter, a cada dia. Esvaziando o conteúdo e o propósito que se destinavam a orientar a práxis política. Não é que o empresário não possa ser companheiro, mas, de banalidade em banalidade, uma carta de apadrinhamento para furar fila de concurso público acaba se convertendo em rosário de lágrimas de figuras públicas que não se pejam de chorar o leite derramado no chão de nossas casas, logo depois da faxina.
A nós não se pode suprimir o direito de chorar mais, e primeiro. A zoada em torno de lulinha paz e amor, a esperança vencer o medo, o Zé com diploma de primeiro grau virar vice, não pode se transformar em tristeza não ter fim, felicidade sim. Pois diante do Taj Mahal, Lula realizou seu sonho na Índia, ao pôr os pés numa das sete maravilhas do mundo. Interditado em sua deferência para que pudesse apreciar o mármore cristalizado impecavelmente branco.
Pouco a pouco, colando sua imagem na de FHC, tal a identidade alcançada, em uma simbiose longe de findar o intercurso, o atual governo proporciona uma reviravolta gigantesca no avanço da democracia brasileira, agora sem ameaça de ditadura militar. Típica do colonizado que se espelha no colonizador, não existe diferença gritante entre o Partido Republicano de Bush e Reagan e o Democrata de Kennedy e Clinton.
Sutil como o Zé Dirceu, que cultiva a vassalagem como uma cannabis que aliena políticos outrora veementes no escrúpulo do discurso, agora agarrados como náufragos nos andaimes do poder.
Dividir para reinar, intencional a miscelânea para governar.

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Antonio Carlos Gaio
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