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NUNCA DESISTA DE SI MESMO

Fazemos novas escolhas juntando os pedaços a caminho de tentar mudar os conceitos, os amigos, o amor ou simplesmente ajustar os ponteiros. Para respirar um ar menos poluído e mais leve de rancores. Há aqueles que mudam por necessidade, embora, na maior parte das vezes, mudamos na medida do possível por faltarem certezas, sobretudo movidos pela busca da felicidade, o que nos encoraja. De princípio, nos perdemos um pouco, nem sempre a nova estrada é bem iluminada, e não temos noção do chão que pisamos ou estamos aturdidos com aquilo que nos impulsiona, necessitando desenhar a luz que irá aclarar nossa via espiritual.
Não é de hoje que toca aquele sinal de alarme característico da 2ª Guerra Mundial que alertava para um ataque aéreo, de dar arrepios ao mesmo tempo que fascinava. O barulho estridente da culpa, o peso carregado de arrependimento, pensando nas pessoas que deixamos para trás. Não dissemos adeus como devíamos, e isso nos corta por dentro. Lágrimas nem sempre são suficientes para aliviar as dores, algumas inclusive só secam quando transcorrido um largo tempo. Fatal que decepcionemos alguém em nossa trajetória, embora não falte gente para nos magoar, mesmo sem querer. Mas há que soprar essa melancolia para bem longe. Para voltar a dar risadas em conversas nem tão à toa assim, sob o ruído de pratos e talheres dispondo-se sobre a mesa e o tique-taque do carrilhão que teima em perdurar por mais tempo, quando não há pressa para se ser feliz – só não podemos perder o nosso tempo.
Se alguém que desejamos nos ignora, por não aceitar como somos embalados para consumir a vida, é inevitável fazer novas escolhas, conhecer outros seres humanos. Não devemos nunca desistir de nós mesmos, até para sacudir o pó da canseira que costuma embolorar a vida. Desembrulhemos nossas dúvidas e desfrutemos a beleza do que vamos descobrindo. Mesmo se a previsão do tempo for instável, só se acha quem se perde, não adianta pegar atalhos se o destino sinaliza por onde caminhar. Todos os espíritos tendem a se entrelaçarem ao procurar dar forma e sentido às pegadas. Cada vez olhar para trás perde o sentido se temos de seguir em frente, pegando carona na próxima migração de pássaros.

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