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O MUNDO É UM LUGAR HORRÍVEL PARA SER MULHER

“O mundo é um lugar horrível para ser mulher”, segundo a escritora Clara Averbuck, que passou por essa situação difícil de ser resolvida. Embriagada a ponto de não poder resistir à agressão, eis que o asqueroso do taxista se aproveita de seu estado etílico, com ela trajada de saia curta, estirada e apagada no banco detrás, para boliná-la, apalpá-la e ameaçá-la se não ficasse calada, explorando o medo do outrora sexo frágil em denunciar sob pena de sua vida correr risco. O desamparo e o desespero são inevitáveis.
Se nela penetra à sua revelia ou ejacula em seu rosto é um problema estrutural de violência contra a mulher, de como os homens a tratam. O fato dela ter bebido e entrado no táxi nesse estado é considerado inconcebível, lastimável e vergonhoso para uma mulher, bem diferente dos homens quando enchem a cara e vão para casa de táxi.
A mulher não, tem que ser ilibada, virginal, equilibrada e correta – não pode fazer nada. Se assim não for, ela está dando margem a que algo aconteça. Na verdade, está pedindo, facilitando as coisas, abrindo a porta, no entender abalizado do estuprador em potencial.
Sob o temor de ser encontrada ou ele descobrir onde mora, ela hesita em registrar queixa na polícia por não confiar no sistema. Afinal de contas, estupro é o único crime em que a mulher tem que provar que é a vítima.
A sociedade ainda mantém raízes culturais que reforçam a violência de gênero. Os homens ainda hoje compartilham entre eles o pacto de uma virilidade violenta. A sociabilidade masculina é pautada no abuso e violação do corpo das mulheres como um troféu, de se sentirem mais homens porque dão conta de cometer esse arbítrio. É uma dimensão cultural que não mudou.
Urge extrair o veneno para que não haja mais picadas.

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