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O SOM AO REDOR

O Som ao Redor

O Som ao Redor

O filme “O som ao redor”. O cinema pernambucano na vanguarda do cinema brasileiro. Estranho e original, como nunca se viu antes, a ponto de não se poder encaixá-lo em alguma categoria de filme. É inclassificável. Afora Irandhir Santos, não se conhece nenhum ator. O som interfere no que o filme quer mostrar. Um mosaico de incontáveis histórias para você ir compondo num ritmo de tensão de perturbar o espectador. Prende a atenção o tempo todo. Em certos momentos, provoca medo. O mínimo detalhe que seja não pode ser revelado, senão tira a graça, mesmo porque seria impossível fazer o resumo do filme e o que ele significa, a não ser pelo viés sociológico de conflitos sociais urbanos. Mas isso é um palavrão que assusta e afugenta o público, o que não seria justo para com o seu diretor recifense, Kleber Mendonça Filho. Só depois de terminado o filme, de tão inteligente e sutil na forma em que ele se apresenta, é que poderia ser palco de uma discussão em mesa de bar, conforme a geração Paissandu fazia antigamente com o cinema francês. Não é que seja complicado, mas cada um irá chegar às suas conclusões. Duvido que uma bata com a outra, mesmo porque é aberto a diversas interpretações. E o pior (ou o melhor?) é que pode calar a plateia, chocada com sua sagacidade impiedosa no tratar dos temas. Embora, por incrível que pareça, o filme tenha muito humor. Não é genial?

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Antonio Carlos Gaio
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