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PESSIMISMO

O espírito desbravador é um coral que entoa diversos cantos que se desenrolam independentemente, sem ferir a sintonia do conjunto, para descobrir qual é a carta a se tirar do baralho que definirá seu rumo. É bravo por ser destemido e fica bravo quando ousam desviá-lo do rumo verdadeiro, justamente porque ao vencer o Mar das Tormentas transpõe a negação em caráter pessoal e a negatividade em caráter ambiental.
Transpõe a negação do mais puro estado absoluto de baixo-astral em que o amigo-urso lhe reduz a zero, rabisca um “x” em sua cara, senão borrando sua fachada, ignorando e desconsiderando quem você é e o que faz, apenas relevando o que representa, que é o que importa para ele, geralmente defasado no tempo e no espaço.
Transpõe a negatividade em que a inveja campeia tentando lhe reter e impedir de seguir seu caminho, na mais absoluta leviandade desses ditos-cujos que não descobriram seu próprio norte por não terem começado a escavar a tempo, ou simplesmente ambicionarem abocanhar o que é seu, sem um pingo de escrúpulo, racionalizando que um tesouro de tamanha magnitude estará em melhores mãos.
Por que constantemente nos flagramos à mercê de conflitos, em estado belicoso, angustiados por ter sempre um porém que não nos agrade? Se você luta, tem interesse em correr atrás de algo, um potencial de guerreiro em dar um grande sentido à sua vida, o que for tirado de uma de suas mãos será reposto na outra quando menos esperar. Não reclame se não vier a tempo e a hora, pois você não é Deus para controlar a ordem dos eventos.
Sim, sofremos muito para tentar escapar de uma vida sem significado e de não sermos os predestinados e os eleitos. À espera de que a madrasta sorte bata à porta e o escolha para elevá-lo à categoria de ser amado – tão raro presente caído dos céus quanto julgamos imerecido ao bater na madeira. Expulsando para bem longe a indiferença, que torna sua presença ostensivamente irrelevante.
A necessidade de libertar-se de tudo que pretenda nos rebaixar, humilhar, nos manter atolados no pântano do pessimismo, injetando ânimo para enfrentar um mundo que não dá pérolas a porcos. Quando somos merecedores de um pedaço maior nesse latifúndio.

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PESSIMISMO

Esse é o verdadeiro risco-Brasil e não o medido por índices econômicos: a nação é a 109ª em matéria de exclusão social, embora tenha avançado no combate ao analfabetismo e não se encontre entre os 40 países que concentram o maior número de miseráveis do mundo. No entanto, ostenta índices vergonhosos, mesmo se comparado a seus pares do Terceiro Mundo, ao claudicar na desigualdade social, no desemprego e na violência. Somos o 5º país mais populoso do mundo e o 9º dentre os 10 piores em concentração de renda; à nossa frente, Namíbia – a pior -, Lesoto, Honduras, Paraguai, Serra Leoa, Botsuana, Nicarágua e República Centro-Africana. O Brasil é o 3º em volume de desempregados: de cada 100 no mundo, 5 estão ao nosso redor. E não descobre a saída para explicar o 15º lugar em número de assassinatos por dia, atrás de Honduras, África do Sul e Colômbia nas 3 primeiras colocações.
Miseráveis correspondem a 50% da população do planeta, considerado o critério de pessoas que vivem com até US$ 2 por dia. Com US$ 2,77, o Brasil está um pouco melhor do que os miseráveis, liderados por Zâmbia e Nigéria. Dado revelador da evolução da espécie humana são os 736 milhões de jovens e adultos analfabetos no planeta – 1/5 da população mundial.
Se confessarmos que se esgotaram as esperanças na humanidade, teríamos que dar razão aos bandidos quando nos assaltam: “perdeu, perdeu!”. Que reste ao menos uma esperança débil, senão viramos seres abúlicos. Mas se cada vez se mata irracionalmente, volvemos a um estágio primitivo cuja inteligência estacionou num estado de apatia e imobilismo, sem capacidade de apresentar alternativa, seguir rumo distinto ou sustar a inevitável colisão com seu próximo. Quem tem mais a perder?
Os que só pensam em si, ao não admitir que seu ego seja trucidado por um tiro ou veículo assassino, ou mesmo uma doença maligna. Se vêem relegados ao abandono em seu microcosmo imaginário que tem por base a terra onde nasceu, quando não é uma ilha. Se tornam apocalípticos e começam a se arrepender de ter deixado descendência. O que é que os filhos e netos irão herdar? Um mundo de terrorismo em que se sacrifica a liberdade e a privacidade em nome da segurança? E cruzam os braços, sem entender pitibiriba. Esperando a banda passar.
Segundo Verissimo, todo preâmbulo é desmentido pelo que vem a seguir. “Eu não sou racista, mas…”, “eu não quero ser chato, mas…”, os pessimistas confirmam a regra: “eu não perdi as esperanças, mas…”. Voltados para o seu umbigo, com a vaidade martelando, por que nasceram tão mal-acabados? Ou com uma personalidade autocentrada em não se considerar respeitado e valorizado, em função de seu percurso e feitos. Jamais admitirão que perderam a capacidade de amar – se é que a tiveram. Pois se encontram ruminando etecétera, etecétera, etecétera…

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