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PLÁSTICA

Quer arrumar uma briga com mulher? Ouse levantar um senão sobre cirurgia plástica. O paradigma que a conduz ao panteão onde o retoque final transforma mulata em loura, branca azeda em jambo. Uma verdadeira corrida em busca do ouro para lipoaspirar banha, sangue, lama, entranhas, descartar a alma gorda. Pois não é que conseguiram tirar o humor do gordo que não deixa os outros falarem.
A restauração a serviço da arte que a torna uma obra divina. A inserção garantida no sistema de excluídas, à margem ou rejeitadas. E ai de quem falar mal, um preconceito dos mais repelentes contra as coroas que se plastificam. Afinal, a transição do peito firme para o caído é dura, o culote incha descontroladamente, as papas debaixo do braço balouçam igual a bochecha de buldogue. Se as pernas viram pernil, olha o passo do elefantinho!
Já com o homem, não se precisa ter esse cuidado em ferir suscetibilidades. Pode-se ir direto ao assunto. É ferro nas bonecas! Não tem frescura. Começam a aparecer em fotos de revistas em operação casada com o cirurgião plástico, “faz de graça que eu divulgo”.
O resultado é um boneco de cera. Retardado. Um sorriso de quem ganhou na loteria. Mal contendo o frescor da alegria de ter corrigido também a feiúra no mesmo pacote. Um desafio para médicos com pretensão a Michelangelo, cujo produto final lembra o Dr. Frankenstein. Redesenham o perfil como nos cartoons em que o tubarão vira mocinho e o rato, um gato. Fazem-no jovial e dinâmico, curam a depressão crônica aplainando a aparência com botox.
Mas o que mais pesa na balança para o homem é o Viagra. A plástica vai apenas complementar na guaribada. A ambição de viver mais anos ultrapassa a da mulher em muito, pois acredita se garantir na potência, enquanto a mulher se abate com o desgaste da beleza e o terreno perdido na atração.
Mesmo porque o homem pode fingir tudo, ao ser galinha, casanova ou don juan, mas tem de funcionar.

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Antonio Carlos Gaio
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