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POBRE DO ANAFALBETISMO E DA IGNORÂNCIA

O leãozinho Caetano Veloso volta a atacar.
Quando se declarou eleitor de Marina, cabocla e inteligente como Obama, diferente de Lula que só sabe falar de modo grosseiro e cafona. Ou por Marina ser uma mistura de Lula com Obama; contudo melhor, e não analfabeta como Lula.
Se Serra tivesse vencido no lugar de Lula, seu governo seria mais à esquerda e a economia teria problemas que não apresentou com Lula, que fez o dever de casa, com a economia de direita. Foi bom Lula ser mais realista que o rei, a economia deslanchou. Fernando Henrique e Lula saíram melhor do que a encomenda: foi um luxo para o Brasil.
O politizado Caetano Veloso, no entanto, não se considera apto para falar sobre incentivos fiscais à cultura, em virtude de sua empresária e ex-mulher Paula Lavigne ter demovido o Ministro da Cultura da decisão de não liberar o uso de benefícios fiscais para bancar a turnê de Caê: “Não sou muito bom de negócio. Sou como aquelas moças bonitas que apareciam nuas nos filmes e obrigadas a ter uma opinião política. Não estudei direito”.
Dias antes, Caetano considerou Woody Allen um cineasta pequeno, de visão estreita, careta, reacionário, chegado a uma decoração creme por trás da roupa bege e muito hétero. E pensar que retrógrado na década de 70 era comentar a respeito do menino do Rio ser chegado a uma viadagem por exagerar nas bitocas na boca de seu baterista!
Caetano Veloso é um biscoito fino que não conjuga com um presidente que lhe dá vergonha quando discursa de improviso. Luta por uma elevação estética das campanhas eleitorais. Mais do que agrega, congrega e cria uma força de pensamento e de debate político que transcende quaisquer candidaturas ou acordos da política tradicional. É contra se colocar todas as fichas no carisma do presidente; prefere a elegância e a polidez no estilo.
Lula não possui o talento para músicas, poesia, leveza e graça da falsa baiana, que é cosmopolita e pertence ao mundo. Mas governa um país de raposas onde muitos que pensaram que sabiam caíram do cavalo, tornando-se um líder internacional por incluir na agenda política o combate à fome. Quebrando barreiras e vencendo preconceitos tal como Caetano Veloso, com o seu tropicalismo, suplantou os catedráticos na música.
Lula optou em sua trajetória de presidente por vencer a ignorância, a hostilidade e a intolerância do preconceito. Sem dar trégua. Perdendo a calma, por vezes. Exagerando, como Cazuza. Talvez lhe falte a finesse de Caetano, que não quer só comida e sim saída para qualquer parte.

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